Podemos anuncia neutralidade e não apoiará candidato à Presidência em 2026

Foto: VG Notícias

O Podemos decidiu não apoiar oficialmente nenhum candidato na disputa pela Presidência da República nas eleições de 2026.

A neutralidade foi anunciada na terça-feira (4) pela presidente nacional da legenda, deputada federal Renata Abreu.

Segundo a dirigente, a posição foi construída após consultas aos diretórios estaduais, parlamentares, prefeitos, vereadores, lideranças e filiados do partido em diferentes regiões do país.

Com a decisão, o Podemos ficará fora dos palanques presidenciais e permitirá a convivência de diferentes opiniões políticas dentro da legenda.

Partido diz rejeitar polarização

Ao justificar a neutralidade, Renata Abreu afirmou que os problemas enfrentados pela população são maiores do que as disputas ideológicas e a polarização política.

A deputada citou como exemplos as dificuldades enfrentadas por mães atípicas, mulheres vítimas de violência e empreendedores.

Segundo ela, embora esses grupos possam possuir opiniões políticas diferentes, todos esperam que os agentes públicos apresentem soluções para os problemas cotidianos.

O Podemos informou que respeita todas as candidaturas presidenciais e também a diversidade de posicionamentos existentes entre seus integrantes.

Decisão foi tomada após consulta às bases

A direção nacional declarou que ouviu representantes do partido em todo o país antes de anunciar a posição.

Foram consultados diretórios estaduais, parlamentares, prefeitos, vereadores, militantes e filiados.

Renata afirmou que a manutenção da unidade partidária, sem abandonar os princípios da sigla, foi um dos fatores considerados durante a discussão.

A decisão também busca evitar que o partido seja dividido pelo apoio a um dos principais polos da eleição presidencial.

Legenda promete atuação independente

Apesar da neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto, o Podemos informou que continuará participando das eleições e das discussões políticas.

A legenda declarou que pretende atuar de forma independente, dialogar com diferentes grupos e defender propostas consideradas importantes para o país.

A decisão nacional não impede o partido de formar alianças nas disputas estaduais ou apresentar candidatos ao Senado, à Câmara dos Deputados e às assembleias legislativas.

Em Mato Grosso, o diretório estadual também mantém negociações próprias para definir sua participação na eleição para o Governo do Estado e nas chapas proporcionais.

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