Impacto Geral

PM suspeito de matar Alexandre Bruno em boate se apresenta em batalhão de Tangará

Foto: Reprodução

O policial militar suspeito de matar a tiros Alexandre Bruno Alves Gomes, de 31 anos, durante uma discussão em uma casa noturna de Tangará da Serra, apresentou-se ao 19º Batalhão da Polícia Militar.

O crime ocorreu na madrugada de domingo (11), dentro da boate Brutus, localizada no bairro Aeroporto.

A Polícia Militar de Mato Grosso confirmou que o militar se apresentou à unidade e informou que, além da investigação criminal conduzida pelas autoridades competentes, foi instaurado um procedimento administrativo para apurar a conduta do policial.

Em nota, a corporação afirmou que não compactua com abuso de autoridade, violência ou qualquer outro tipo de crime cometido por seus integrantes.

Até o momento, o nome do policial não foi oficialmente divulgado. Também não há informação confirmada sobre eventual prisão ou se ele permanecerá em liberdade durante as investigações.

Alexandre foi atingido por dois tiros

Segundo o registro policial, Alexandre e o suspeito teriam iniciado uma discussão dentro do estabelecimento por volta das 3h30.

Durante o desentendimento, Alexandre teria avançado em direção ao homem, que sacou uma arma.

Ainda conforme a versão preliminar registrada na ocorrência, a vítima teria se aproximado novamente do suspeito, momento em que foram efetuados dois disparos.

Alexandre foi atingido e morreu no local.

A dinâmica completa da discussão e as circunstâncias que antecederam os tiros ainda estão sendo investigadas pela Polícia Civil.

Imagens da boate serão analisadas

A direção da boate Brutus informou, por meio de nota, que possui equipe de segurança e que está colaborando com as autoridades.

O estabelecimento declarou que as imagens registradas pelas câmeras de monitoramento foram preservadas e serão entregues aos investigadores para auxiliar no esclarecimento do caso.

A empresa também afirmou que, até o momento, não existem elementos que permitam atribuir responsabilidade ao estabelecimento pelo ocorrido.

PM abre investigação administrativa

Além da investigação criminal sobre o homicídio, a Polícia Militar abriu procedimento interno para analisar a atuação do servidor.

A apuração administrativa ocorre de forma independente da investigação conduzida pela Polícia Civil e poderá avaliar eventual responsabilidade funcional do militar.

O fato de o policial ser apontado como suspeito não representa condenação. A autoria, a dinâmica dos disparos e eventual responsabilidade criminal ainda dependerão do avanço das investigações e da análise das provas reunidas no caso.

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