Impacto Geral

Ações de bancos despencam após reeleição de Lula; XP cai mais de 47%

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As ações de alguns dos principais bancos e instituições financeiras do país registraram fortes perdas nesta segunda-feira (26), no primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A maior queda foi registrada pela XP, cujos papéis recuavam 47,41% no fim da manhã.

O BTG Pactual aparecia logo depois, com desvalorização de 37,36%.

Já as ações do Banco do Brasil perdiam 31,35%.

Bradesco e Itaú também registram forte queda

A pressão atingiu praticamente todo o setor financeiro.

O Bradesco recuava 24,55%, enquanto o Itaú Unibanco registrava queda de 15,63%.

O Santander Brasil apresentava perda menor, de 4,50%.

Os números mostram que a queda superior a 30% não atingiu todos os bancos, mas foi registrada em papéis específicos, como XP, BTG e Banco do Brasil.

Bolsa precisou interromper negociações

A turbulência não ficou restrita ao setor bancário.

O Ibovespa chegou a cair mais de 16% durante a manhã.

Diante da forte desvalorização, a B3 acionou o mecanismo de circuit breaker e suspendeu temporariamente as negociações.

A interrupção ocorreu após o índice atingir o limite previsto pelas regras da Bolsa para situações de volatilidade extrema.

Foi a primeira utilização do mecanismo desde março de 2020.

Mercado revê expectativas após eleição

Analistas atribuem a forte reação a uma rápida revisão das expectativas do mercado após o resultado eleitoral.

Antes do segundo turno, parte dos investidores havia aumentado posições em ativos brasileiros diante da possibilidade de vitória de Flávio Bolsonaro.

Com a reeleição de Lula, essas posições começaram a ser desmontadas.

Além disso, investidores passaram a exigir mais clareza sobre o rumo da política fiscal, composição da equipe econômica e controle da dívida pública.

Bancos são sensíveis aos juros

O setor financeiro também reage às expectativas para a taxa de juros.

Caso o mercado projete inflação mais elevada ou maior dificuldade no controle das contas públicas, aumenta a possibilidade de juros permanecerem altos por mais tempo.

Esse cenário pode afetar crédito, inadimplência, crescimento econômico e avaliação das instituições financeiras.

Por isso, bancos e empresas ligadas ao mercado de capitais ficaram entre os ativos mais pressionados nesta segunda-feira.

Queda ocorre em ambiente de forte volatilidade

Os números registrados durante a manhã refletem um momento específico do pregão e podem mudar ao longo do dia.

A reação inicial do mercado também não determina, isoladamente, o comportamento das ações durante todo o novo mandato.

Investidores deverão acompanhar principalmente os primeiros anúncios econômicos do governo reeleito, a escolha da equipe econômica e as medidas relacionadas ao Orçamento e à dívida pública.

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