Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar barrar a exibição do filme “Dark Horse”, produção biográfica sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O pedido ocorre em meio à reorganização do cenário político para as eleições de 2026 e ao avanço das articulações da direita em torno do nome do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
A ação levanta questionamentos sobre eventual favorecimento político por meio da produção audiovisual. O argumento central é que a exibição do filme poderia beneficiar o campo bolsonarista em ano eleitoral.
A matéria também destaca um precedente recente envolvendo o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou Lula. Na ocasião, opositores acionaram a Justiça e o TSE alegando propaganda eleitoral antecipada e questionando repasses públicos destinados ao Carnaval.
O episódio reacende o debate sobre os limites entre manifestação artística, liberdade de expressão e propaganda eleitoral. De um lado, há o argumento de que produções culturais não devem ser censuradas previamente. De outro, adversários políticos sustentam que conteúdos com forte apelo eleitoral podem desequilibrar a disputa.
O filme “Dark Horse” já vinha provocando repercussão política antes mesmo da estreia, especialmente por retratar a trajetória de Bolsonaro e a campanha presidencial de 2018.
Agora, caberá ao Tribunal Superior Eleitoral analisar o pedido apresentado por aliados de Lula e decidir se há elementos jurídicos para restringir a exibição da produção.







