Um relatório explosivo do Coaf revelou que a Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais (Contag) movimentou cerca de R$ 2 bilhões em apenas um ano, valor considerado incompatível com as declarações de rendimentos da entidade sindical.
As transações levantaram suspeitas por envolverem operações “muito acima do declarado” e transferências para locais sem vínculo comercial evidente, incluindo municípios de fronteira e regiões remotas como Rodeio Bonito (RS), Cruzeiro do Sul (AC) e Tangará da Serra (MT).
A Contag também é investigada na Operação Sem Desconto, que apura descontos indevidos em aposentadorias e pensões, realizados sem autorização dos beneficiários. Entre 2016 e janeiro de 2025, a entidade teria arrecadado R$ 3,4 bilhões dessa forma.
Em um caso específico, registrado em abril deste ano, a entidade teria movimentado R$ 46,4 milhões em um curto intervalo, utilizando mecanismos pouco comuns como “cheques-viagem”.
O escândalo ganha ainda mais peso com as ligações políticas apontadas no relatório. O ex-presidente da Contag, Aristides Veras, é irmão do deputado federal Carlos Veras (PT-PE). Segundo a reportagem, outros dirigentes também possuem vínculos com o partido.







