A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou aproximadamente R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
Os números foram divulgados nesta quarta-feira (30) pelo Banco Central e representam o maior nível do indicador em relação ao PIB desde março de 2021.
Em julho, a dívida estava próxima de R$ 10,9 trilhões e correspondia a cerca de 82,5% do PIB.
A DBGG reúne as dívidas do Governo Federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), dos estados e dos municípios. Portanto, o indicador não corresponde exclusivamente ao endividamento do governo federal.
Dívida avançou mais de 11 pontos desde o fim de 2022
Em dezembro de 2022, último mês antes do início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a dívida bruta correspondia a 71,7% do PIB.
Em agosto deste ano, chegou a 82,9%.
A diferença representa avanço de aproximadamente 11,2 pontos percentuais do PIB no período.
O atual patamar é o maior em cinco anos, embora ainda permaneça abaixo dos níveis registrados durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.
Juros foram principal fator de alta
Segundo o Banco Central, o aumento da dívida em 2026 foi influenciado principalmente pela incorporação dos juros nominais.
Somente esse componente acrescentou 6,5 pontos percentuais à relação entre dívida e PIB no acumulado do ano.
Em agosto, os juros nominais do setor público consolidado chegaram a R$ 105,9 bilhões.
No acumulado de 12 meses, as despesas com juros atingiram R$ 1,182 trilhão, o equivalente a 8,86% do PIB.
A evolução da dívida também sofre influência das emissões de títulos, do crescimento nominal da economia e das variações cambiais.
Setor público teve déficit de R$ 10 bilhões
O setor público consolidado registrou déficit primário de aproximadamente R$ 10 bilhões em agosto.
O Governo Central apresentou resultado negativo de R$ 14,7 bilhões.
Estados e municípios, por outro lado, registraram superávit de aproximadamente R$ 2,7 bilhões, enquanto as empresas estatais apresentaram saldo positivo próximo de R$ 2 bilhões.
O resultado primário considera receitas e despesas antes do pagamento dos juros da dívida.
Quando os juros são incluídos, o déficit nominal do setor público chegou a aproximadamente R$ 115,9 bilhões somente em agosto.
Dívida líquida também aumentou
A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) chegou a aproximadamente R$ 9,2 trilhões no mês, equivalente a 69,3% do PIB.
O indicador estava em 69,1% do PIB em julho.
Diferentemente da dívida bruta, a dívida líquida considera também ativos e créditos detidos pelo setor público.
A evolução das contas públicas continuará sendo acompanhada pelo Banco Central nos relatórios mensais de estatísticas fiscais.







