Empresária paga fiança e é solta após esconder máquinas em caso de cachorro queimado em pet shop

Foto: Reprodução/PJC

A dona de um pet shop investigado por maus-tratos contra o cachorro Tedy, da raça Lhasa Apso, pagou fiança de R$ 4.863 e foi solta após ser presa em Cuiabá. Ela foi autuada por fraude processual depois que a Polícia Civil identificou a retirada de equipamentos do estabelecimento onde o animal teria sofrido queimaduras durante um procedimento de banho e tosa.

O caso é investigado pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente, a Dema. Segundo a Polícia Civil, a empresária teria contado com ajuda de familiares para retirar do local as máquinas utilizadas no atendimento ao cachorro.

De acordo com o delegado Guilherme Pompeo, responsável pela investigação, a retirada dos equipamentos ocorreu em uma tentativa de dificultar a apuração dos fatos.

O caso ocorreu no dia 13 de maio, quando a tutora do animal, Maria Lucilene Silva Barros, deixou Tedy no pet shop para banho e tosa. Horas depois, o cachorro foi devolvido com várias queimaduras pelo corpo.

A Polícia Civil informou que tomou conhecimento formal da denúncia na segunda-feira, 18 de maio, e iniciou diligências para localizar os responsáveis pelo estabelecimento.

Apesar da prisão, a empresária pagou fiança e deverá responder em liberdade pelo crime de fraude processual, conforme previsto na legislação.

Enquanto a investigação segue em andamento, o estado de saúde de Tedy preocupa a família e os veterinários. O cachorro permanece internado no Hospital Veterinário São Francisco, em Cuiabá.

Conforme boletim médico divulgado na terça-feira, 19 de maio, o animal apresenta comprometimento renal, anemia e fortes dores provocadas por queimaduras de segundo grau. Os exames também apontaram piora na função dos rins, com aumento da creatinina de 7 para 7,5. Tedy ainda precisou passar por transfusão sanguínea.

Segundo relato da família, a responsável pelo atendimento alegou que houve falha em um equipamento utilizado na secagem do cachorro durante o procedimento.

A Dema continua investigando o caso para esclarecer as circunstâncias das lesões e identificar todos os envolvidos no atendimento realizado no pet shop.

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