Impacto Geral

Flávio Bolsonaro vota à distância a favor do fim da escala 6×1

Foto: Thiago Miyashiro/Pera

O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) votou remotamente, na noite desta quarta-feira (14), a favor da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1.

Flávio estava em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, cumprindo compromissos de campanha e participou da votação do Senado à distância, por meio do sistema utilizado pelos parlamentares em sessões semipresenciais.

A PEC foi aprovada em dois turnos por ampla maioria, com 75 votos favoráveis e apenas um contrário.

O texto reduz gradualmente a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e amplia o período de descanso dos trabalhadores.

Flávio havia anunciado voto favorável

Um dia antes da votação, Flávio Bolsonaro já havia anunciado que apoiaria a proposta.

O senador afirmou que possui divergências em relação ao texto e defende maior liberdade para negociação das escalas de trabalho, mas decidiu acompanhar a proposta aprovada pelo Senado.

Segundo o candidato, o voto levaria em consideração a posição que ele atribui à maioria dos trabalhadores brasileiros.

Ao explicar seu posicionamento, Flávio também demonstrou preocupação com possíveis efeitos econômicos da mudança.

O senador citou a necessidade de novas contratações, o risco de aumento da informalidade e a pressão sobre empresas que já enfrentam custos elevados.

Candidato defende compensação às empresas

Flávio afirmou ainda que, em sua avaliação, o governo deverá adotar medidas para compensar empresas afetadas pela redução da jornada.

A declaração ocorre em meio ao debate entre entidades empresariais, sindicatos e trabalhadores sobre os impactos da mudança.

Setores que dependem de grande quantidade de mão de obra, como comércio, supermercados, construção civil, bares e restaurantes, têm alertado para possíveis aumentos de custos e necessidade de contratação de novos funcionários.

Por outro lado, sindicatos e defensores da PEC argumentam que a redução da jornada poderá melhorar a qualidade de vida, ampliar o tempo de descanso e reduzir o desgaste físico e mental dos trabalhadores.

Mudança de posicionamento entra no debate eleitoral

O posicionamento de Flávio Bolsonaro ganhou destaque também porque o tema passou a ocupar espaço central no segundo turno da eleição presidencial.

Antes da votação, integrantes de sua campanha vinham demonstrando resistência a pontos da proposta.

Na terça-feira (13), entretanto, Flávio confirmou o voto favorável.

Segundo apuração da CNN Brasil, o candidato também sinalizou a empresários que, caso seja eleito, poderá discutir ajustes no modelo posteriormente.

Essa possibilidade, porém, representa uma intenção política e não altera o texto aprovado pelo Senado.

PEC é aprovada por 75 votos a 1

A proposta recebeu 75 votos favoráveis e apenas um contrário nos dois turnos de votação.

O único senador que votou contra foi Hamilton Mourão (Republicanos-RS), ex-vice-presidente da República.

Com a aprovação no Senado, o texto segue agora para promulgação.

A mudança deverá estabelecer uma transição gradual até a jornada máxima de 40 horas semanais, mantendo a remuneração dos trabalhadores.

O tema deverá continuar no centro do debate político e econômico, especialmente em razão dos possíveis impactos sobre empresas, empregos, produtividade e condições de trabalho.

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