Governo de MT confirma tentativa de ataque hacker, mas nega desvio de R$ 500 milhões

Foto: Reprodução

O Governo de Mato Grosso confirmou que houve uma tentativa de ataque hacker contra os sistemas financeiros do Estado no dia 28 de junho, mas negou que o episódio tenha causado prejuízo aos cofres públicos.

A informação foi divulgada por meio de nota conjunta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Empresa Mato-grossense de Tecnologia da Informação (MTI), na quarta-feira, 9 de julho.

Segundo o Governo, equipes técnicas identificaram uma ordem de pagamento atípica encaminhada a uma instituição bancária. A operação foi bloqueada imediatamente, antes que qualquer transferência fosse efetivada.

A gestão estadual afirmou que a tentativa de fraude foi interrompida na origem e não gerou perda financeira nem ônus ao erário.

Após a identificação da tentativa de invasão, o ponto de vulnerabilidade explorado pelos criminosos foi desativado. Os ambientes do Sistema Integrado de Planejamento, Contabilidade e Finanças do Estado (Fiplan) foram isolados, revisados e reconfigurados.

De acordo com a nota, os procedimentos seguiram protocolos internacionais de segurança. O Governo também informou que o Fiplan segue operando normalmente, em ambiente seguro e monitorado, garantindo a continuidade dos pagamentos e demais atividades financeiras do Estado.

As equipes da MTI e da Sefaz permanecem realizando monitoramento contínuo do ambiente digital corporativo para prevenir novas tentativas de ataques.

O assunto ganhou repercussão durante reunião da CPI da Saúde, realizada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na sessão, o deputado estadual Wilson Santos afirmou ter recebido a informação de que hackers teriam invadido novamente os sistemas estaduais em 28 de junho e desviado cerca de R$ 500 milhões dos cofres públicos.

A informação foi contestada pelo procurador-geral do Estado, Francisco de Assis da Silva Lopes, durante a própria reunião. Segundo ele, não houve transferência nem retirada de recursos públicos.

O procurador também explicou que a Procuradoria-Geral do Estado não tem atribuição para fiscalizar sistemas de tecnologia da informação das secretarias estaduais nem acesso ao Fiplan ou às plataformas utilizadas pelos órgãos.

Segundo Francisco Lopes, a fiscalização sobre controles internos e segurança da informação compete aos órgãos responsáveis pela auditoria e pelo controle interno do Estado.

A tentativa de invasão está sendo investigada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Polícia Civil.

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