O Governo de Mato Grosso criou um incentivo para ampliar a industrialização do algodão dentro do Estado. A medida faz parte do Programa de Verticalização da Indústria Têxtil e foi regulamentada por decreto.
De acordo com o secretário de Estado de Fazenda, Fábio Pimenta, o programa cria um mecanismo de transferência de créditos de ICMS para aproximar produtores rurais e indústrias têxteis instaladas em Mato Grosso.
Na prática, os produtores poderão transferir créditos acumulados de ICMS para as indústrias. Esses créditos poderão ser utilizados pelas empresas para abatimento do imposto devido nas operações industriais.
A proposta busca estimular que o algodão produzido em Mato Grosso seja processado no próprio Estado, transformando a matéria-prima em fios, tecidos, malhas e confecções antes da comercialização.
Segundo o Governo, a medida fortalece toda a cadeia produtiva, amplia o consumo interno do algodão e agrega valor à produção agrícola estadual.
Fábio Pimenta destacou que as indústrias já contam com outros incentivos fiscais, como o Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso, o Prodeic, além da isenção do Fethab sobre o algodão em pluma destinado à indústria local.
A expectativa do Governo é fortalecer principalmente os segmentos de fiação, tecelagem e malharia. Com a ampliação da indústria no Estado, a gestão estadual prevê geração de empregos e maior retorno econômico para produtores, empresas e sociedade.
O secretário também afirmou que Mato Grosso possui matéria-prima, mão de obra e iniciativas de qualificação profissional para atender à expansão da cadeia têxtil. Entre os exemplos citados estão projetos de formação técnica em Campo Verde voltados ao setor.
Para acompanhar a implantação do programa, o Governo pretende criar um grupo permanente de trabalho com participação do setor produtivo, indústria e comércio.
Atualmente, Mato Grosso responde por mais de 70% da produção brasileira de algodão em pluma. Com o novo incentivo, o Estado busca reduzir a dependência da venda da matéria-prima sem processamento e ampliar a participação da indústria têxtil na economia local.






