Mato Grosso registrou quatro mortes por intoxicação por metanol durante o período mais crítico da ocorrência no Estado. Apesar de não haver novos casos desde dezembro de 2025, a situação ainda mantém as autoridades sanitárias em alerta.
De acordo com dados atualizados da Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso, o painel estadual contabiliza 17 notificações relacionadas à intoxicação. Desse total, seis casos foram confirmados, quatro evoluíram para óbito, três seguem em investigação e oito foram descartados.
Atualmente, três pacientes permanecem internados. Dois casos confirmados ainda continuam em acompanhamento clínico, mesmo após a estabilização do cenário.
Os casos confirmados foram registrados nos municípios de Várzea Grande, Itanhangá, Nova Brasilândia e Querência. As vítimas tinham entre 24 e 42 anos e todas apresentaram quadros graves, com necessidade de hospitalização.
A intoxicação por metanol é considerada grave e pode estar associada ao consumo de bebidas adulteradas. A substância é altamente tóxica e pode provocar complicações severas. Em pelo menos dois dos casos fatais registrados em Mato Grosso, os pacientes não receberam antídoto.
Além dos casos confirmados, três pacientes seguem com suspeita em investigação nos municípios de Cuiabá, Juína e Várzea Grande. Todos apresentaram quadro grave e precisaram de internação enquanto aguardam resultados laboratoriais.
Já os casos descartados foram registrados em municípios como Água Boa, Nova Mutum, Sorriso, Peixoto de Azevedo e Mirassol D’Oeste, após exames negativos para a presença de metanol.
A Secretaria de Estado de Saúde segue monitorando os pacientes e investigando a origem das contaminações, com foco na hipótese de ingestão de produtos adulterados.







