A Meta, empresa responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, informou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que está tratando de maneira igualitária e não discriminatória as campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na reta final do segundo turno presidencial.
A empresa apresentou documentos à Justiça Eleitoral depois de ser cobrada a demonstrar que suas ferramentas, regras de moderação e sistemas de publicidade não estavam beneficiando uma das candidaturas.
Segundo a Meta, os mecanismos adotados buscam garantir tratamento equivalente aos conteúdos relacionados aos dois candidatos.
TSE cobrou comprovação de isonomia
A manifestação foi apresentada após o ministro Marco Aurélio Bellizze determinar que a empresa comprovasse, em até 24 horas, o cumprimento das decisões relacionadas à igualdade de tratamento entre as campanhas.
O Tribunal tem reforçado nas últimas semanas a necessidade de “paridade de armas” entre os candidatos.
Na prática, isso significa buscar condições equivalentes para que nenhuma campanha receba vantagens indevidas das ferramentas oferecidas pelas plataformas digitais.
Meta diz ter removido 720 publicações
Na documentação enviada ao TSE, a Meta informou ter retirado 720 publicações do ar em cumprimento às medidas relacionadas ao processo eleitoral.
A empresa também comunicou a desativação de dois perfis que, segundo ela, estariam vinculados à continuidade de uma conta anteriormente removida por violação das regras da plataforma.
Essas medidas fazem parte do conjunto de ações apresentadas pela companhia para demonstrar sua atuação durante as eleições de 2026.
Empresa cria controle para anúncios políticos
Outro ponto apresentado pela Meta envolve a publicidade eleitoral.
A empresa afirma ter implementado uma lista de permissão destinada a restringir anúncios políticos a candidatos, partidos, federações e coligações devidamente registrados na base oficial da Justiça Eleitoral.
O objetivo é impedir que pessoas ou entidades não autorizadas utilizem as ferramentas de anúncios pagos para promover propaganda eleitoral.
O TSE também tem discutido com as plataformas medidas para impedir impulsionamento com recursos estrangeiros ou por apoiadores fora das regras eleitorais.
Inteligência artificial também entrou no debate
A atuação das ferramentas de inteligência artificial da Meta passou a ser acompanhada pelo Tribunal nesta reta final.
Em reunião realizada na semana passada, representantes da empresa informaram que haviam aperfeiçoado filtros da Meta AI depois que conteúdos considerados inadequados atingiram as duas campanhas presidenciais.
A Justiça Eleitoral estabeleceu regras específicas para o uso de inteligência artificial nas eleições e exige que as plataformas adotem mecanismos para reduzir riscos de manipulação e desinformação.
TSE ainda analisa cumprimento das medidas
A manifestação da Meta representa a versão apresentada pela própria empresa sobre o cumprimento das ordens.
Caberá agora ao Tribunal avaliar os documentos e decidir se as medidas adotadas são suficientes para atender integralmente às determinações.
A empresa pediu que o TSE reconheça as obrigações que já considera cumpridas e conceda prazo adicional para apresentação de informações que ainda estão pendentes.
O segundo turno da eleição presidencial será realizado no próximo domingo, 25 de outubro.





