A Polícia Civil de São Paulo abriu um inquérito para investigar mortes de bebês atendidos no Hospital Salvalus, localizado na Mooca, zona leste da capital.
Até o momento, o 8º Distrito Policial apura oficialmente seis casos.
A reportagem do Metrópoles, porém, teve acesso a 16 certidões de óbito, enquanto uma advogada afirma estar em contato com 36 mães que perderam os filhos após internações na unidade.
Polícia analisa prontuários e ouve profissionais
Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, os casos foram comunicados às autoridades nesta quarta-feira (21).
A investigação inclui análise completa dos prontuários médicos, além de depoimentos de profissionais de saúde e testemunhas.
O objetivo é esclarecer as circunstâncias de cada morte e verificar se houve falha na assistência, infecção hospitalar ou outra causa relacionada aos quadros clínicos apresentados pelas crianças.
Famílias relatam infecções e complicações graves
Parte das famílias afirma que os bebês desenvolveram infecções durante a internação.
Entre as causas registradas em certidões de óbito citadas pela reportagem aparecem sepse, choque séptico, pneumonia, insuficiência respiratória e outras complicações.
Esses registros, porém, não comprovam por si só que as infecções tenham sido adquiridas dentro do hospital.
Esse é justamente um dos pontos que a Polícia Civil pretende esclarecer.
Número de 36 mortes ainda não é oficial
Apesar da repercussão envolvendo 36 famílias, esse número não corresponde, até agora, ao total de mortes formalmente investigadas pela polícia.
A advogada que acompanha os casos afirma manter contato com 36 mães que perderam seus filhos após atendimentos na unidade.
A reportagem também afirma ter obtido 16 certidões de óbito.
A investigação policial aberta até o momento envolve seis casos específicos.
Hospital apresenta versão
Em nota, a Hapvida, responsável pelo Hospital Salvalus, informou que os pacientes mencionados apresentavam condições clínicas diferentes e de elevada gravidade.
A rede afirma que todos receberam assistência contínua, acompanhamento multidisciplinar e tratamento individualizado conforme a evolução de cada quadro.
O hospital também declarou manter canal aberto para prestar esclarecimentos às famílias.
Investigação deverá apurar responsabilidades
A Polícia Civil ainda deverá comparar os relatos das famílias com documentos médicos, exames e protocolos adotados durante as internações.
Somente após a conclusão das diligências será possível determinar se houve relação entre os óbitos, eventual falha assistencial ou alguma irregularidade no ambiente hospitalar.
Por enquanto, não há conclusão oficial sobre responsabilidade do hospital ou de profissionais de saúde.






