O Partido Novo buscou conter os efeitos políticos provocados pelo vídeo em que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a divulgação de informações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.
A manifestação de Zema gerou desconforto em diretórios estaduais onde o Novo mantém alianças com o PL para as eleições de 2026. No Paraná, a executiva estadual do partido afirmou que a publicação foi precipitada e provocou ruídos desnecessários em acordos políticos já estabelecidos.
Segundo o diretório paranaense, as declarações de Zema não foram previamente alinhadas com a convenção nacional da sigla. Apesar disso, o partido reafirmou que a aliança com o PL no Estado permanece mantida.
No Paraná, o Novo rompeu a coligação que mantinha com o PSD do governador Ratinho Júnior e passou a apoiar a candidatura do senador Sergio Moro, recém-filiado ao PL, ao governo estadual. A movimentação também aproximou o partido da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República.
Mesmo ao criticar a forma como o vídeo de Zema foi divulgado, o Novo no Paraná reiterou apoio à instalação de uma CPMI do Banco Master no Congresso. A sigla afirmou que segue unida ao PL na oposição ao PT e à esquerda.
A crise também repercutiu em Santa Catarina, onde o governador Jorginho Mello (PL) busca a reeleição em uma composição com Adriano Silva (Novo), ex-prefeito de Joinville. Após a fala de Zema, a deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) defendeu o rompimento de acordos entre PL e Novo.
Em resposta, o presidente estadual do Novo em Santa Catarina, Kahlil Zattar, afirmou que o vídeo de Zema não teve alinhamento prévio com o partido e considerou a publicação precipitada e desnecessária. Apesar do ruído, ele reforçou que a aliança com Jorginho Mello segue sólida.
O episódio expôs divergências internas no Novo e mostrou o desafio da legenda em conciliar a pré-candidatura presidencial de Romeu Zema com alianças estaduais firmadas com o PL, partido que trabalha a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro ao Palácio do Planalto.







