A Polícia Federal e a Polícia Civil foram acionadas para investigar o ataque cibernético que atingiu os sistemas do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e provocou a suspensão de serviços, prazos processuais, audiências e atendimentos externos.
O Tribunal busca identificar a origem da ofensiva e os responsáveis pela invasão. O caso também foi comunicado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O incidente ocorreu no último fim de semana e fez com que os sistemas informatizados fossem retirados do ar preventivamente. Desde segunda-feira (21), o Processo Judicial Eletrônico (PJe) e outras plataformas permanecem afetados.
Credenciais de usuários foram acessadas
O TJMT confirmou que credenciais de usuários da rede foram acessadas durante o incidente, incluindo logins e senhas criptografadas.
Até o momento, entretanto, o Tribunal afirma não ter identificado evidências de acesso a outros dados pessoais de servidores e magistrados, decisões judiciais ou aos sistemas de backup.
Como medida de segurança, as senhas estão sendo redefinidas e acessos sensíveis foram restringidos enquanto equipes técnicas realizam testes e procedimentos de proteção.
O PJe e os demais sistemas foram desligados preventivamente e só deverão ser restabelecidos de forma gradual, após procedimentos de validação de segurança.
Prazos permanecem suspensos
Nesta quinta-feira (24) e sexta-feira (25), o expediente no Judiciário estadual ocorre apenas internamente.
O atendimento ao público permanece restrito ao regime de plantão. Peticionamentos eletrônicos, consultas processuais e outros serviços externos digitais continuam indisponíveis.
Os prazos processuais estão suspensos até sexta-feira (25), tanto nos processos eletrônicos quanto nos físicos e nas duas instâncias do Judiciário.
Audiências e sessões de julgamento afetadas pelo problema deverão ser remarcadas. As sessões do Tribunal do Júri poderão ser mantidas, conforme decisão do juiz responsável por cada caso.
A execução penal continua funcionando normalmente pelo Sistema Eletrônico de Execução Unificado (SEEU), que não foi atingido pelo incidente. Casos urgentes seguem sendo atendidos pelo plantão judiciário.
Polícia investiga origem do ataque
A Polícia Federal e a Polícia Civil agora atuam na investigação criminal do episódio.
Segundo informações apuradas, a participação da PF está relacionada, entre outros pontos, à integração de sistemas com o Conselho Nacional de Justiça. A Polícia Civil também foi acionada para investigar eventuais crimes cibernéticos na esfera estadual.
A origem da invasão ainda não foi identificada publicamente.
O Tribunal informou que as investigações e análises técnicas continuam e que os sistemas somente voltarão a funcionar plenamente após a conclusão dos procedimentos necessários para garantir a segurança do ambiente tecnológico.







