A federação formada por PT, PCdoB e PV avisou ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), que pode abandonar o bloco de apoio à sua reeleição caso PL e Novo sejam incorporados à aliança.
A movimentação ocorre poucos dias depois de os partidos da federação oficializarem apoio a Motta para um novo mandato no comando da Câmara.
Até o momento, PL e Novo ainda não foram formalmente incorporados ao grupo.
PT tenta limitar espaço do PL
A resistência está diretamente ligada à nova composição da Câmara dos Deputados.
O PL elegeu 121 parlamentares e terá a maior bancada da Casa a partir de fevereiro de 2027.
Com esse tamanho, o partido terá peso relevante na distribuição de cargos da Mesa Diretora e das presidências das comissões permanentes.
A estratégia do PT, PCdoB e PV é impedir que a oposição amplie sua influência nessas estruturas.
Hugo Motta evita decisão imediata
Hugo Motta não confirmou que aceitará a exigência apresentada pela federação.
Segundo interlocutores ouvidos pela imprensa, o presidente da Câmara afirmou que qualquer eventual entrada de novos partidos será discutida com as legendas que já fazem parte do bloco.
O próprio PL também ainda avalia se aderirá formalmente à aliança.
PL revê posição após eleição
Antes do segundo turno presidencial, lideranças do PL descartavam apoiar a reeleição de Hugo Motta.
Depois da eleição, porém, o cenário começou a ser reavaliado.
Segundo a CNN, dirigentes da sigla passaram a considerar a adesão ao bloco como uma forma de preservar espaço político dentro da Câmara.
Caso fique fora da aliança, o PL pode perder prioridade na escolha de comissões estratégicas, apesar de possuir a maior bancada.
Bloco reúne centro e esquerda
O grupo articulado por Hugo Motta já reúne partidos como União Brasil, PP, PSD, MDB, Republicanos, PSB e PDT, além de outras legendas.
A federação PT-PCdoB-PV anunciou formalmente sua adesão no último dia 27.
Com isso, o bloco passou a reunir partidos que somam aproximadamente 361 deputados eleitos para a próxima legislatura.
No papel, o número supera com folga os 257 votos necessários para vencer a eleição da Presidência da Câmara em primeiro turno.
Votação será secreta
Apesar das declarações públicas de apoio, a eleição para a Presidência da Câmara ocorre por voto secreto.
Isso significa que o tamanho formal do bloco não garante automaticamente todos os votos a Hugo Motta.
A eleição está prevista para fevereiro de 2027.
Até lá, novas negociações deverão definir se PL e Novo entrarão no grupo e se a federação de esquerda manterá o apoio ao atual presidente da Casa.






