Os senadores de Mato Grosso Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL) comentaram a rejeição, pelo Senado Federal, da indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF).
Messias, que ocupa o cargo de advogado-geral da União, havia sido indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para integrar a mais alta Corte do país. A rejeição foi classificada pelos parlamentares mato-grossenses como um episódio histórico.
Jayme Campos afirmou que a decisão do Senado foi “soberana, serena e respeitosa”. Segundo ele, o resultado demonstra a independência do Legislativo diante das indicações feitas pelo Poder Executivo.
O senador também destacou que a votação reforça o equilíbrio institucional entre os Poderes. Jayme não revelou como votou, já que a escolha para ministros do STF ocorre por votação secreta no Senado.
Wellington Fagundes adotou um tom mais político ao comentar o resultado. Alinhado à orientação do PL, ele afirmou ter votado contra a indicação de Jorge Messias.
Para Wellington, a rejeição representa um sinal de desgaste do governo federal. O senador citou críticas à condução do Executivo, mencionou a demora na indicação e apontou insatisfação com a carga tributária e com denúncias envolvendo a atual gestão.
O parlamentar também destacou a atuação da oposição durante a votação e mencionou o senador Flávio Bolsonaro como um dos articuladores do movimento contrário à aprovação do nome de Messias.
Com a rejeição, o presidente Lula terá que indicar outro nome para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal.







