O servidor do cerimonial da Casa Civil de Mato Grosso, Leomido de Arruda Maciel Junior, conhecido como “Júnior Cuiabano”, deixou o cargo após ser indiciado pela Polícia Civil por suspeita de importunação sexual contra uma colega de trabalho.
A exoneração, a pedido, foi publicada no Diário Oficial no fim da tarde de quarta-feira (29). O caso é investigado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá.
De acordo com a investigação, a denúncia foi feita por uma servidora do próprio cerimonial. O boletim de ocorrência foi registrado em 28 de fevereiro deste ano, embora os fatos relatados tenham ocorrido em 6 de dezembro de 2025, durante um evento oficial.
No relato à polícia, a denunciante afirmou que o servidor teria feito declarações de interesse pessoal e insinuado que poderia beneficiá-la financeiramente por meio de supostas vantagens relacionadas a contratos. Ela também relatou comportamentos insistentes, como envio de mensagens por WhatsApp e observação frequente em eventos de trabalho.
A servidora ainda afirmou ter passado por situações de constrangimento no ambiente profissional, incluindo convites para conversas em salas reservadas, onde teriam sido abordados temas íntimos.
Em outro episódio relatado, durante uma viagem institucional, o investigado teria colocado um fone de ouvido na bolsa da servidora como presente. Segundo a denúncia, o item foi recusado e devolvido.
Após os episódios, a mulher disse ter sido excluída da escala de eventos e afastada das atividades do setor. Ela também relatou que outros servidores teriam informado que Leomido teria dito que iria demiti-la.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 10 de abril. A investigação aponta que o caso envolve violência de gênero dentro do ambiente institucional.
Em depoimento à Polícia Civil, Leomido negou qualquer conduta inadequada. Ele afirmou que a relação com a servidora era estritamente profissional e rejeitou as acusações de assédio sexual. O ex-servidor também declarou que não interferiu na escala de trabalho da denunciante e que a ausência dela em eventos ocorreu por necessidade administrativa.







