Wilson vê “quebra-cabeça” após ataque hacker na SES e morte de servidor de TI

Foto: VG Notícias

O deputado estadual Wilson Santos, presidente da CPI da Saúde na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, afirmou que a sequência de acontecimentos envolvendo a Secretaria de Estado de Saúde forma um “quebra-cabeça” que reforça a necessidade de aprofundar as investigações sobre a aplicação de recursos públicos na pasta.

A declaração foi dada ao comentar o ataque hacker que atingiu os sistemas da SES-MT, a morte de um servidor lotado no setor de Tecnologia da Informação e as dificuldades enfrentadas pela comissão desde sua instalação.

Segundo Wilson, a CPI seguirá normalmente com os trabalhos, mesmo após decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região que declarou nulas provas obtidas pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção, Decor.

O parlamentar também afirmou que o sigilo de parte das investigações não impedirá o acesso da CPI a documentos relevantes. Segundo ele, há precedentes de compartilhamento de informações sigilosas com comissões parlamentares, desde que haja compromisso de preservação do conteúdo.

Wilson disse que o governador Otaviano Pivetta entrou em contato para informar que parte significativa dos documentos atingidos pelo ataque hacker teria sido recuperada.

Apesar disso, o deputado citou reportagens que apontam a possível perda de aproximadamente 300 mil arquivos da Secretaria de Saúde e questionou a efetividade da recuperação anunciada pelo Governo do Estado.

Ao relacionar os fatos, Wilson mencionou a resistência de deputados à instalação da CPI, o ataque hacker divulgado meses depois e a morte de um servidor da área de Tecnologia da Informação da SES, registrada no fim de março deste ano.

Para o presidente da comissão, a sucessão de episódios reforça a importância da investigação parlamentar sobre contratos, pagamentos, indenizações e procedimentos administrativos da secretaria.

Wilson também criticou a política de segurança digital da SES. Segundo ele, a pasta não teria adotado medidas adequadas para proteger dados sensíveis, em possível descumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados.

De acordo com o deputado, a intenção da CPI é identificar eventuais irregularidades, apontar responsabilidades e buscar a recuperação de recursos públicos que possam ter sido desviados ou mal aplicados.

Novas oitivas de testemunhas e investigados devem ocorrer nas próximas semanas.

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