A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 7 de maio de 2026, a Operação Continuum para combater a atuação de uma célula de facção criminosa em Rondonópolis.
A ação teve como alvo um grupo investigado por tráfico de drogas, extorsão de comerciantes e exploração de jogos de azar no bairro Bom Pastor. Ao todo, foram cumpridas 19 ordens judiciais, sendo 11 mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva.
As determinações foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias da Comarca de Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos, a Derf, de Rondonópolis.
Treze equipes da Polícia Civil participaram da operação, realizada exclusivamente em Rondonópolis.
De acordo com as investigações, o grupo atuava de forma estruturada no bairro Bom Pastor, com divisão de tarefas entre os integrantes. Um dos suspeitos seria responsável pelo recolhimento e distribuição de valores obtidos com a venda de drogas, enquanto outros fariam a entrega dos entorpecentes aos usuários.
A apuração também identificou que comerciantes da região eram obrigados a pagar valores ao grupo criminoso. Conforme a Polícia Civil, os suspeitos usavam ameaças e intimidação para exercer controle sobre parte do comércio local.
A delegada Anna Paula Marien, responsável pelo caso, afirmou que a atuação investigada ultrapassa o tráfico de drogas e indica tentativa de imposição de poder paralelo na região.
A Operação Continuum é um desdobramento da Operação Impetus, deflagrada em maio de 2025 no bairro Jardim Tropical, também em Rondonópolis. Na ocasião, foram cumpridas 38 ordens judiciais contra integrantes da mesma facção criminosa.
Segundo a Polícia Civil, as provas reunidas naquela investigação permitiram identificar outros 10 suspeitos ligados ao grupo, agora investigados por atuação no bairro Bom Pastor.
Além do tráfico e da extorsão, a investigação apontou envolvimento da facção com jogos de azar. Durante a análise de materiais apreendidos, os policiais localizaram planilhas, relatórios internos e cadastros relacionados à exploração de máquinas de jogos ilegais.
Conforme a Derf, os investigados também seriam responsáveis pela distribuição das máquinas e pelo gerenciamento dos valores arrecadados com a atividade clandestina.







