Acusado de matar esposa e enterrar corpo em Cuiabá apresenta versão sobre motivação do crime

Foto: Reprodução

Jackson Pinto da Silva, de 38 anos, suspeito de matar a esposa, Nilza Moura de Souza Antunes, de 64 anos, apresentou sua versão sobre a motivação do crime ao deixar a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, a DHPP, em Cuiabá.

O caso é investigado como feminicídio. A vítima foi encontrada morta na terça-feira, 5 de maio de 2026, enterrada nos fundos da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá.

Ao ser conduzido por policiais civis, Jackson afirmou que a motivação estaria relacionada a conflitos familiares. Segundo ele, Nilza teria afastado sua família e impedido o contato com o filho e com a mãe. O suspeito disse ainda que a situação teria ocorrido ao longo do tempo até que ele “perdeu a cabeça”.

Jackson também afirmou estar arrependido pelo crime.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito confessou o assassinato durante interrogatório. Conforme a delegada Eliane Moraes, após matar a vítima, ele contratou uma escavadeira para abrir uma cova com mais de dois metros de profundidade nos fundos da residência, onde o corpo foi ocultado.

As investigações também apontam que, no dia do desaparecimento de Nilza, o suspeito teria realizado transferências bancárias que somaram R$ 18 mil da conta da vítima para sua própria conta.

Devido ao estado em que o corpo foi encontrado, após permanecer enterrado por cerca de dois dias, a família decidiu não realizar velório. O sepultamento estava previsto para quarta-feira, 6 de maio de 2026, sem cerimônia de despedida.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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