O Governo de Mato Grosso marcou para o dia 15 de junho um leilão público de equipamentos, estruturas e peças adquiridas para o antigo projeto do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Cuiabá e Várzea Grande.
Os materiais estavam armazenados há anos em galpões e áreas locadas pelo Estado, após o abandono oficial do VLT e a decisão de substituir o modal pelo BRT.
O certame será conduzido pela Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag-MT) e ocorrerá de forma presencial e online, pelo critério de maior lance.
Entre os itens colocados à venda estão trilhos ferroviários, postes semafóricos, transformadores, materiais elétricos e hidráulicos, estruturas metálicas, equipamentos eletrônicos, peças ferroviárias, semáforos, câmeras de monitoramento, nobreaks e conjuntos de vigas pré-moldadas utilizadas em pontes e viadutos.
Os lotes incluem materiais novos, usados e recicláveis. Alguns itens possuem valores milionários. Conjuntos de vigas pré-moldadas foram avaliados em até R$ 5 milhões, enquanto equipamentos ferroviários e elétricos têm estimativa superior a R$ 1 milhão.
As visitas aos materiais poderão ser feitas entre os dias 8 e 12 de junho, em locais de armazenamento definidos pelo Estado. Um dos pontos é o barracão do VLT, localizado próximo ao Aeroporto Marechal Rondon, em Várzea Grande.
O leilão ocorre em meio ao processo de encerramento definitivo do antigo projeto do VLT, lançado para atender à Copa do Mundo de 2014. A obra ficou marcada por paralisações, disputas judiciais, suspeitas de corrupção e estruturas abandonadas ao longo do trajeto previsto entre Cuiabá e Várzea Grande.
Com a venda, o Governo pretende transformar materiais sem utilização em recursos financeiros para investimentos em infraestrutura e mobilidade urbana. A expectativa é que os valores arrecadados ajudem no custeio das obras do BRT, novo modal escolhido para substituir o VLT.
Além da arrecadação, o Estado busca encerrar despesas permanentes com aluguel de espaços, vigilância, seguros e manutenção dos materiais armazenados há anos. Parte dos equipamentos já apresentava desgaste devido ao tempo de estocagem e à falta de uso.







