A sessão ordinária da Câmara Municipal de Várzea Grande desta terça-feira (19) foi marcada por uma forte troca de acusações entre as vereadoras Gisa Barros (Podemos) e Rosy Prado (União).
O embate ocorreu em meio ao clima de tensão política que permanece nos bastidores da Casa após as disputas envolvendo a Mesa Diretora e o grupo de vereadores que apoiou a chapa vencedora da eleição interna.
A discussão começou quando Gisa Barros usou a tribuna para rebater mensagens que, segundo ela, teriam sido enviadas por Rosy Prado em grupos de parlamentares. Conforme Gisa, a colega teria afirmado estar “horrorizada” com vereadores que fariam parte de uma suposta “quadrilha” ao votarem na chapa 1.
Durante o pronunciamento, Gisa cobrou que qualquer acusação criminal fosse comprovada. A vereadora também citou o artigo 288 do Código Penal, que trata de associação criminosa, e afirmou que Rosy teria cometido quebra de decoro parlamentar ao insinuar que vereadores seriam criminosos.
Gisa declarou ainda que pretende representar formalmente contra Rosy Prado. Ela também defendeu sua trajetória pública e afirmou que sua família possui comércio tradicional em Várzea Grande há mais de 40 anos.
Na sequência, Rosy Prado pediu a palavra para responder. A vereadora acusou Gisa de fazer “show” na tribuna e disse estar cansada do comportamento da colega durante as sessões.
Rosy também mencionou uma acusação anterior de racismo envolvendo Gisa Barros, referente ao período em que ela ocupou cargo na área da Cultura. A parlamentar afirmou que a colega não teria moral para atacá-la.
Após a fala de Rosy, Gisa voltou à tribuna e rebateu a acusação. Ela afirmou que venceu judicialmente o processo e que não aceitou acordo porque, segundo ela, não teria cometido irregularidade.
A discussão ainda envolveu familiares, acusações de falsidade, críticas sobre postura política e insinuações sobre proximidade com pessoas investigadas.
Mesmo após os discursos, o clima permaneceu tenso no plenário. Rosy Prado reclamou das vaias durante a sessão e afirmou que servidores da Câmara estariam no local para tumultuar os trabalhos.
Ao final, Rosy criticou o que chamou de espetacularização na tribuna e disse que a Câmara estaria “parecendo um circo”. A vereadora também reforçou que seguirá na função de primeira-secretária da Mesa Diretora até dezembro.







