Vítimas de médico preso em Tangará eram sobrinhas. Abusos duraram 4 anos

Foto: Reprodução

Um médico de 45 anos foi preso pela Polícia Civil em Tangará da Serra após condenação definitiva por estupro de vulnerável contra duas sobrinhas. A prisão ocorreu na quinta-feira, 21 de maio, após expedição de mandado judicial determinando o início imediato do cumprimento da pena.

De acordo com as investigações, os crimes ocorreram de forma continuada entre os anos de 2016 e 2020. À época dos fatos, as vítimas tinham 6 e 13 anos. O nome do condenado não foi divulgado para preservar a identidade das vítimas.

Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso, os crimes ocorreram em diferentes locais, incluindo os municípios de Porto Estrela e Barra do Bugres.

O Ministério Público pediu a condenação com base no artigo 217-A do Código Penal, que trata do crime de estupro de vulnerável. Também foi aplicado o aumento de pena previsto no artigo 226, inciso II, pelo fato de o condenado ser tio das vítimas.

Em primeira instância, o médico chegou a ser condenado a 40 anos de prisão. Posteriormente, em instância superior, a pena definitiva foi reduzida para 23 anos de reclusão.

Durante o interrogatório judicial, o réu negou as acusações. A defesa alegou que a denúncia teria sido motivada por conflitos familiares relacionados à divisão de terras. A versão, no entanto, não foi confirmada pelas investigações conduzidas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público.

Com o trânsito em julgado do processo, ou seja, sem possibilidade de novos recursos, a Justiça expediu o mandado de prisão no fim da tarde de quarta-feira, 20 de maio.

A prisão foi cumprida por equipes da Polícia Civil de Tangará da Serra, por meio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, a DHPP.

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