A Justiça Eleitoral de Mato Grosso vai acompanhar com atenção o uso de inteligência artificial nas eleições de 2026. A afirmação foi feita pela juíza-membro substituta do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso, Glenda Moreira Borges.
A magistrada abordou o tema nesta segunda-feira, 1º de junho, durante a abertura da 3ª Reunião com Representantes Partidários e Advogados.
Glenda Moreira Borges é responsável pela coordenação da fiscalização e atua como juíza da propaganda eleitoral. Segundo ela, o objetivo da Justiça Eleitoral é garantir que o pleito ocorra em um ambiente de serenidade, respeito institucional e compromisso com a regularidade das eleições.
A juíza destacou que a inteligência artificial é uma ferramenta legítima e contemporânea, inclusive utilizada pela própria Justiça Eleitoral. No entanto, alertou que o uso da tecnologia nas campanhas deve seguir rigorosamente as normas legais e éticas.
A fiscalização terá atenção especial para casos de propaganda eleitoral negativa baseada em desinformação, além de ataques contra candidatos, contra o processo eleitoral e contra os pilares da democracia.
Também serão monitoradas situações envolvendo ofensas, abusos e práticas discriminatórias contra mulheres, pessoas negras, povos indígenas e outros grupos vulneráveis.
De acordo com a magistrada, a orientação da Justiça Eleitoral é intervir apenas quando necessário, preservando a liberdade do debate político democrático.
Apesar disso, Glenda ressaltou que a defesa da liberdade de expressão não afasta o dever institucional de coibir abusos e garantir o cumprimento das regras eleitorais.
A reunião integra as ações preparatórias da Justiça Eleitoral para os próximos pleitos em Mato Grosso e busca fortalecer a transparência, a segurança jurídica e a eficiência do processo eleitoral.






