O julgamento do empresário Carlos Alberto Gomes Bezerra, conhecido como Carlinhos Bezerra, teve uma reviravolta na manhã desta terça-feira, 21 de julho, no Tribunal do Júri, em Cuiabá.
Carlinhos é acusado de matar a ex-companheira Thays Machado e o namorado dela, Willian Cesar Moreno.
Durante a sessão, os advogados de defesa deixaram o plenário após terem o pedido de adiamento do julgamento negado pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá.
Antes de abandonar a sessão, a defesa alegou a existência de questões processuais pendentes que, segundo os advogados, comprometeriam o exercício pleno do contraditório e da ampla defesa.
Um dos principais pontos levantados foi a negativa judicial ao pedido de instauração de incidente de insanidade mental do acusado.
De acordo com a defesa, desde 2023 haveria laudos produzidos por especialistas apontando indícios que justificariam a realização de uma perícia oficial para avaliar as condições psicológicas de Carlinhos Bezerra.
O advogado Elson Marcelino da Silva Júnior afirmou em plenário que não atuaria na defesa do réu enquanto houvesse dúvidas sobre pontos considerados relevantes no processo.
Ele também contestou o entendimento de que a defesa teria exercido ampla atuação apenas pelo número de recursos apresentados. Segundo o advogado, parte desses recursos não teria sido analisada no mérito.
Outro argumento apresentado foi a necessidade de mais tempo para examinar documentos e elementos probatórios relacionados ao caso.
Para a defesa, a realização do júri sem o esclarecimento dessas questões poderia causar prejuízos ao acusado.
Mesmo diante da manifestação dos advogados, a juíza negou o adiamento do julgamento.
Com a saída da equipe de defesa, a magistrada determinou a nomeação de novos advogados para representar Carlinhos Bezerra e manteve a realização do júri.
A decisão garantiu a continuidade dos trabalhos no plenário, apesar do impasse registrado no início da sessão.






