Flávio Bolsonaro pede observadores estrangeiros nas eleições brasileiras

Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu que países estrangeiros enviem observadores para acompanhar as eleições brasileiras previstas para outubro de 2026.

A declaração foi feita na terça-feira (21), durante um encontro com embaixadores realizado em Brasília. O evento foi organizado pela agência Novo Selo Comunicação e pelo site The Brazilian Report.

Durante a reunião, Flávio, apresentado como pré-candidato à Presidência da República, afirmou que o pedido não representa um questionamento ao sistema eleitoral do país.

Segundo o senador, a presença de representantes internacionais poderia ampliar o acompanhamento das eleições e reunir pessoas com conhecimento técnico sobre as tecnologias utilizadas no processo de votação.

Durante o discurso, Flávio também mencionou um suposto documento atribuído à Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos, a CIA, relacionado às eleições realizadas na Venezuela em 2010.

O parlamentar levantou suspeitas sobre uma possível participação da empresa Smartmatic em uma alegada manipulação do processo eleitoral venezuelano. Ele afirmou ainda que equipamentos usados no Brasil teriam a mesma origem tecnológica.

A declaração sobre as urnas brasileiras, entretanto, já foi contestada pelo Tribunal Superior Eleitoral. Conforme o TSE, a Smartmatic não fornece urnas eletrônicas nem programas utilizados nas eleições do país.

A Justiça Eleitoral afirma que o projeto das urnas e o sistema eletrônico de votação foram desenvolvidos e são administrados integralmente por técnicos e servidores do próprio sistema eleitoral brasileiro.

Flávio Bolsonaro também comentou a situação política do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está inelegível.

O senador relacionou a decisão ao encontro realizado por Jair Bolsonaro com embaixadores, ocasião em que o ex-presidente apresentou questionamentos sobre a transparência e a segurança do sistema eleitoral.

Segundo Flávio, o pai teria sido punido depois de manifestar essas preocupações diante de representantes estrangeiros.

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