Katani Adorno Bocardi, esposa de Emerson Ferreira Lima, conhecido como “Gordão”, foi presa na madrugada desta sexta-feira (31), no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Várzea Grande.
A suspeita foi abordada por policiais civis após desembarcar de uma viagem de Paris, na França.
Katani é um dos alvos da Operação Replay, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado para investigar o núcleo financeiro ligado a Paulo Witer Farias Paelo, conhecido como “WT”.
Segundo a Polícia Civil, “WT” é apontado como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso.
Polícia investiga movimentações financeiras
Conforme a investigação, Katani seria integrante de uma rede de apoio responsável pela movimentação de dinheiro e pela ocultação de patrimônio atribuído à organização criminosa.
A Polícia Civil também analisa o padrão de vida apresentado pela investigada nas redes sociais.
Nas publicações, ela aparece em viagens internacionais, restaurantes de alto padrão e utilizando roupas e acessórios de elevado valor comercial.
De acordo com os investigadores, o padrão exibido seria incompatível com a renda declarada. A circunstância é apurada como possível indício de lavagem de dinheiro.
Marido também foi preso
Emerson Ferreira Lima também foi preso durante a Operação Replay.
Conhecido como “Gordão”, ele é apontado pela polícia como aliado de “WT” e já havia sido investigado nas operações Apito Final e Tempo Extra.
Durante a Operação Tempo Extra, realizada em setembro de 2025, Emerson foi preso em flagrante após supostamente tentar destruir provas.
Segundo a Draco, ele teria arremessado aparelhos celulares pela janela da residência durante o cumprimento de um mandado de busca. Os equipamentos foram recuperados pelos policiais.
Na ocasião, também foram apreendidos dinheiro, joias, celulares, um veículo e objetos personalizados.
Operação atingiu patrimônio milionário
A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, que investigam a estrutura financeira de uma facção criminosa em Mato Grosso.
Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, além de buscas, apreensões, quebras de sigilo e medidas patrimoniais contra 14 investigados.
A Justiça determinou a indisponibilidade de imóveis e veículos avaliados em aproximadamente R$ 17,28 milhões.
Também foi autorizado o bloqueio de até R$ 15,324 milhões em ativos financeiros relacionados às movimentações investigadas.
A Polícia Civil busca identificar como os recursos teriam sido movimentados, ocultados e utilizados pelos integrantes da suposta organização.
Os investigados ainda não foram condenados. As responsabilidades individuais deverão ser analisadas durante o inquérito e pelo Poder Judiciário.





