Polícia mira quadrilha suspeita de furtar canetas emagrecedoras em Várzea Grande

Foto: Reprodução

A Polícia Civil deflagrou a Operação Efeito Colateral contra uma quadrilha investigada por furtos a farmácias e drogarias em Várzea Grande.

Segundo a investigação, o grupo agia de maneira organizada e tinha como principais alvos medicamentos de alto valor comercial, entre eles as chamadas canetas emagrecedoras.

Ao todo, foram cumpridos 12 mandados judiciais, entre ordens de prisão preventiva e de busca e apreensão.

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande, que investiga a participação de mais de dez pessoas em uma sequência de crimes registrados no município.

Farmácia foi invadida pela parede

Um dos casos que deram origem à investigação ocorreu em maio de 2025, na região central de Várzea Grande.

Conforme a Polícia Civil, os criminosos abriram um buraco na parede de uma farmácia para entrar no estabelecimento.

Depois da invasão, os suspeitos teriam arrombado um cofre e furtado medicamentos.

A investigação aponta que as farmácias e drogarias eram escolhidas principalmente por armazenarem produtos de alto valor comercial e fácil revenda clandestina.

Presos teriam coordenado parte dos crimes

Durante as apurações, a Polícia Civil identificou indícios de que parte das ações seria coordenada por integrantes da quadrilha que já estavam presos.

Por isso, mandados também foram cumpridos na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, e na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande, em Rondonópolis.

Em uma das celas vistoriadas, os policiais apreenderam cinco aparelhos celulares e 47 porções de substâncias suspeitas.

Os materiais serão submetidos à perícia e poderão contribuir para esclarecer a comunicação entre os investigados e a possível participação de outras pessoas.

Investigação continua

O inquérito permanece em andamento para identificar todos os integrantes do grupo e esclarecer a atuação individual de cada investigado.

A Polícia Civil também busca verificar se a organização está relacionada a outros furtos registrados em Várzea Grande e em municípios da Região Metropolitana.

Os fatos apurados e as responsabilidades individuais ainda serão analisados durante a investigação e pelo Poder Judiciário. A operação não representa condenação definitiva dos investigados.

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