O cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, de 32 anos, morto a tiros enquanto ministrava uma aula de jiu-jítsu em Várzea Grande, mantinha um suposto relacionamento extraconjugal com a companheira do principal suspeito havia aproximadamente dois anos.
A informação foi apresentada pelo delegado Rogério Gomes, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa, responsável pela investigação.
O crime ocorreu na noite de terça-feira (4), em um projeto social localizado no bairro Cristo Rei.
Segundo a Polícia Civil, Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, entrou no espaço durante a aula e efetuou cerca de dez disparos. Seis tiros atingiram o policial militar.
Após os disparos, o suspeito foi contido por frequentadores do projeto até a chegada de uma equipe da Polícia Militar.
Investigação aponta possível motivação passional
Conforme o delegado Rogério Gomes, os depoimentos colhidos indicam, inicialmente, que o homicídio pode ter sido motivado pelo suposto envolvimento entre Renato e a companheira de Jonathan.
A investigação aponta que o relacionamento teria durado cerca de dois anos.
A polícia ainda reúne depoimentos e outros elementos para esclarecer as circunstâncias do crime e confirmar a motivação.
As informações fazem parte de uma investigação em andamento e ainda deverão ser analisadas durante o processo judicial.
Polícia apura possível planejamento do crime
A Delegacia de Homicídios também trabalha com a hipótese de que o assassinato tenha sido planejado.
Segundo o delegado, existem relatos de que Jonathan teria procurado Renato no mesmo projeto social alguns dias antes do homicídio.
Para a investigação, essa informação poderá ajudar a esclarecer se o suspeito já conhecia a rotina da vítima e o horário em que ela ministrava as aulas.
Suspeito havia registrado boletim de ocorrência
Outro elemento anexado ao inquérito é um boletim de ocorrência registrado por Jonathan em março deste ano.
Conforme a Polícia Civil, o documento relata o suposto relacionamento entre a companheira do suspeito e o policial militar.
Jonathan teria procurado uma unidade policial para registrar a situação e, segundo o relato apresentado no boletim, resguardar-se diante do conflito.
O documento está sob sigilo e será analisado juntamente com os demais elementos da investigação.
Esposa do policial recebeu ligação
Dois ou três dias antes do crime, Jonathan também teria entrado em contato com a esposa de Renato.
Durante a ligação, o suspeito teria contado que o policial mantinha um envolvimento com a companheira dele.
A esposa da vítima confirmou aos investigadores que recebeu o telefonema.
Apesar dos indícios de descontentamento e possível planejamento, a Polícia Civil informou que ainda não encontrou registros de ameaças diretas feitas pelo suspeito contra Renato ou pela vítima contra Jonathan.
A investigação continua para esclarecer a dinâmica completa, a motivação e todas as circunstâncias do homicídio.
Fonte: VG Notícias






