Anvisa aprova novo tratamento para pacientes com linfoma folicular no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de uma nova opção de tratamento para pacientes adultos com linfoma folicular que voltou após tratamentos anteriores ou que não respondeu às terapias realizadas.

O medicamento aprovado é o Lunsumio SC, à base de mosunetuzumabe, indicado para adultos com doença recidivada ou refratária que já tenham passado por pelo menos duas linhas anteriores de tratamento.

A aprovação consta da Resolução RE nº 3.289/2026, publicada no Diário Oficial da União.

Medicamento ajuda sistema imunológico a atacar o tumor

O mosunetuzumabe pertence à classe dos anticorpos monoclonais biespecíficos.

O medicamento foi desenvolvido para se ligar simultaneamente a dois alvos: o CD20, encontrado nas células B malignas, e o CD3, presente nos linfócitos T, células importantes do sistema imunológico.

Essa ligação aproxima as células de defesa das células tumorais e estimula os linfócitos T a reconhecer e atacar o câncer.

Aplicação será feita sob a pele

Outra característica do Lunsumio SC é a forma de administração.

O produto é uma solução injetável pronta para uso, aplicada por via subcutânea, ou seja, sob a pele.

Serão disponibilizadas apresentações de 0,5 mL, contendo 5 mg do princípio ativo, e de 1 mL, com 45 mg.

A formulação subcutânea pode tornar a administração mais rápida. Na Europa, onde a formulação também recebeu autorização, a fabricante informou tempo de aplicação de aproximadamente um minuto, embora o acompanhamento e o esquema terapêutico dependam da avaliação médica de cada paciente.

O que é o linfoma folicular

O linfoma folicular é um tipo de linfoma não Hodgkin que se desenvolve a partir das células B do sistema imunológico.

A doença geralmente apresenta evolução mais lenta, mas pode retornar diversas vezes ao longo da vida. Em pacientes que sofrem recaídas sucessivas ou deixam de responder aos tratamentos disponíveis, as alternativas terapêuticas ficam mais limitadas.

É justamente para esse grupo que o novo medicamento foi autorizado.

A aprovação, portanto, não contempla todos os pacientes com linfoma. A indicação é voltada especificamente a adultos com linfoma folicular recidivado ou refratário após pelo menos duas terapias anteriores.

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