A senadora e candidata à reeleição Margareth Buzetti (PP-MT) afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrenta um cenário de divisão interna e defendeu que os ministros reduzam as tensões para evitar maior desgaste da instituição.
A declaração foi dada nesta quarta-feira (9), em meio à crise provocada por decisões conflitantes de integrantes da Corte relacionadas ao comando da Polícia Federal e às investigações do caso Banco Master.
Segundo Buzetti, o Supremo precisa “baixar a bola” e buscar uma solução institucional para as divergências.
Senadora aponta desgaste do Supremo
Para a parlamentar, os conflitos internos entre os ministros deixaram de ser uma questão restrita ao meio jurídico e passaram a provocar repercussão entre a população.
Buzetti afirmou perceber desânimo entre os brasileiros diante das sucessivas controvérsias envolvendo a Corte.
“Existe um racha muito grande lá dentro”, declarou a senadora ao comentar o cenário.
Na avaliação dela, a exposição pública das divergências prejudica a imagem do Supremo e aumenta a necessidade de uma atuação institucional para reduzir as tensões.
Buzetti evita prever impacto direto nas eleições
Questionada sobre possíveis reflexos da crise nas eleições de 2026, Buzetti evitou afirmar que os acontecimentos dentro do STF irão interferir diretamente na disputa eleitoral.
A parlamentar, no entanto, avaliou que o desgaste institucional influencia o ambiente do país e a percepção da população sobre as instituições.
Segundo ela, as discussões relacionadas ao Supremo já fazem parte das conversas cotidianas dos brasileiros.
Crise envolve comando da Polícia Federal
As declarações ocorreram durante uma sequência de decisões judiciais envolvendo o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada.
Na terça-feira (8), o ministro André Mendonça determinou o afastamento preventivo dos dois após levantar suspeitas sobre a produção de relatórios de inteligência da PF.
A Segunda Turma chegou a formar maioria, com três votos, para referendar o afastamento de Andrei. O julgamento, porém, foi interrompido por pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.
No dia seguinte, Flávio Dino determinou a recondução dos dirigentes da Polícia Federal.
Fachin intervém em disputa entre ministros
Com decisões conflitantes dentro do próprio Supremo, o presidente da Corte, Edson Fachin, interveio na noite de quarta-feira.
Fachin suspendeu tanto a decisão de André Mendonça quanto a de Flávio Dino e manteve Andrei Rodrigues no comando da Polícia Federal enquanto o STF busca uma solução colegiada para o impasse.
O presidente do Supremo também convocou uma sessão extraordinária para discutir a crise.
As divergências expuseram publicamente tensões entre integrantes da Corte e deram força às críticas políticas sobre o funcionamento do STF, cenário no qual foram feitas as declarações de Margareth Buzetti.






