A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quarta-feira (23), a Operação Corixo contra um grupo investigado por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro na Região Metropolitana de Cuiabá.
Durante a operação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (Denarc), foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão e medidas para o sequestro judicial de bens avaliados em quase R$ 3 milhões.
A Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados. As medidas cautelares foram determinadas pelo Núcleo do Juízo das Garantias de Cuiabá.
O montante de quase R$ 3 milhões corresponde ao valor dos bens atingidos pelas decisões judiciais e não a dinheiro encontrado durante as buscas.
Suspeito é preso em flagrante
Durante o cumprimento dos mandados, uma pessoa foi presa em flagrante por tráfico de drogas.
A prisão será apurada separadamente das suspeitas de lavagem de dinheiro que motivaram a Operação Corixo.
As investigações tiveram início em 2024, após policiais cumprirem buscas contra um casal. A análise do material apreendido naquela ocasião levou os investigadores a aprofundarem as apurações.
Segundo a Polícia Civil, foram identificadas movimentações financeiras consideradas incompatíveis com as atividades oficialmente declaradas pelos investigados.
A suspeita é de que recursos provenientes do tráfico de drogas tenham sido movimentados de forma a ocultar ou dificultar a identificação de sua origem.
Polícia busca atingir estrutura financeira
Além das suspeitas de tráfico e lavagem de dinheiro, a investigação aponta possível ligação do grupo com uma facção criminosa.
As medidas de sequestro patrimonial têm como objetivo, segundo a Polícia Civil, retirar dos investigados recursos e bens que possam ter sido adquiridos com dinheiro proveniente das atividades criminosas.
O material recolhido durante as buscas será analisado pela Denarc. A investigação continua para identificar todos os possíveis envolvidos e rastrear outros patrimônios que possam ter origem ilícita.
O nome Operação Corixo faz referência aos canais naturais encontrados no Pantanal mato-grossense que conectam rios, baías e lagoas. A denominação simboliza, segundo a Polícia Civil, os caminhos utilizados para fazer circular e dissimular os valores investigados.







