Impacto Geral

Trump diz que eleição brasileira “pareceu fraudada”, critica decisão de Zanin, mas não apresenta provas

Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou nesta segunda-feira (26) a eleição presidencial brasileira e afirmou que o resultado que reelegeu Luiz Inácio Lula da Silva “pareceu fraudado”.

Trump também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, que prorrogou o horário de votação no segundo turno.

Apesar das declarações, o presidente americano não apresentou provas de fraude no processo eleitoral brasileiro.

Trump questiona prorrogação da votação

Ao comentar o resultado da eleição, Trump demonstrou insatisfação com a extensão do horário de votação até as 19h.

A decisão de Zanin foi tomada no fim da tarde de domingo, após relatos de dificuldades no transporte público em diferentes regiões do país.

Inicialmente, a ordem previa ampliação em todas as seções.

Pouco depois, entretanto, o ministro esclareceu que apenas as seções que ainda permaneciam abertas poderiam continuar recebendo votos.

As urnas já encerradas não foram reabertas.

Trump fala em eleição “corrupta”

Trump afirmou que o processo eleitoral brasileiro lhe pareceu “fraudado” e “corrupto”.

Mesmo assim, não apresentou documentos, dados ou evidências capazes de comprovar manipulação na votação ou na totalização dos votos.

O presidente americano também declarou que não estaria “tomando partido” e afirmou manter boa relação com Lula.

Dados mostram impacto limitado da prorrogação

Levantamento com dados do Tribunal Superior Eleitoral aponta que 34.330 votos foram registrados após as 17h.

Esse total representa aproximadamente 0,03% de todos os votos do segundo turno.

Lula terminou a disputa com uma vantagem aproximada de 4,43 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro.

Portanto, o número de votos registrados depois do horário original de encerramento ficou muito abaixo da diferença final entre os candidatos.

Decisão de Zanin gerou controvérsia

A extensão do horário provocou confusão porque muitas seções já haviam encerrado a votação quando a decisão começou a ser comunicada.

Tribunais regionais relataram que urnas já desligadas não poderiam ser reabertas.

Diante do impasse, Zanin ajustou a determinação e manteve a votação apenas nos locais que ainda estavam funcionando.

O TSE também suspendeu temporariamente a totalização enquanto esclarecia os procedimentos.

Pedidos de extensão vieram das campanhas

A campanha de Lula havia pedido a ampliação do horário após relatar dificuldades relacionadas ao transporte público.

A campanha de Flávio Bolsonaro também apresentou pedidos de prorrogação em algumas localidades afetadas por problemas de deslocamento e condições climáticas.

O episódio acabou se tornando um dos principais pontos de contestação política após o resultado.

Não há comprovação de fraude

Até o momento, não foram apresentadas evidências públicas capazes de demonstrar fraude na contagem dos votos ou manipulação do resultado da eleição.

A alegação de Trump, portanto, permanece como uma avaliação política do presidente americano.

Eventuais questionamentos formais sobre a eleição precisam ser analisados pela Justiça Eleitoral com base em provas concretas.

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