O pré-candidato a deputado federal Antero Paes de Barros, do PV, criticou a atuação da bancada federal de Mato Grosso e afirmou que os parlamentares têm priorizado pautas ideológicas em vez de discutir soluções para problemas concretos da população.
A declaração foi dada durante entrevista ao programa No Ar, com o jornalista Geraldo Araújo, na manhã de quarta-feira, 15 de julho.
Segundo Antero, temas como aborto, identidade de gênero e discussões sobre banheiros em escolas acabam ocupando espaço no debate público, enquanto questões consideradas urgentes deixam de receber a atenção necessária.
Na avaliação do pré-candidato, a população espera que seus representantes apresentem propostas para áreas como segurança pública, infraestrutura, geração de empregos e desenvolvimento econômico.
Antero também criticou a atuação da bancada mato-grossense na área da segurança. Ele citou que o Estado possui representantes com histórico ligado às forças de segurança, mas afirmou não ver propostas concretas para enfrentar a criminalidade.
Para o ex-senador, o Congresso Nacional perdeu espaço como ambiente de construção de políticas públicas e passou a concentrar esforços na destinação de emendas parlamentares.
Durante a entrevista, Antero também defendeu mudanças no funcionamento do Legislativo e afirmou que o Brasil precisa voltar a discutir reformas estruturantes.
Ele voltou a defender maior fiscalização sobre o Judiciário e lembrou a CPI do Judiciário, instalada quando exerceu mandato de senador.
Ao tratar do Supremo Tribunal Federal, Antero afirmou que a instituição deve ser preservada, mas fez críticas à atuação de alguns ministros.
O pré-candidato também defendeu alteração na tramitação de pedidos de impeachment contra autoridades. Pela proposta, os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado poderiam emitir parecer sobre as representações, mas não teriam poder para impedir que os pedidos fossem analisados pelo plenário.
Na parte final da entrevista, Antero também defendeu maior fiscalização sobre o Ministério Público e afirmou que o Conselho Nacional do Ministério Público precisa passar por mudanças.
As declarações fazem parte do posicionamento político do pré-candidato em meio às movimentações para as eleições de 2026.





