A Justiça de Mato Grosso manteve a prisão preventiva da estudante Larissa Karolina Silva Moreira, investigada por maus-tratos contra animais domésticos. A decisão ocorreu durante audiência de custódia realizada na terça-feira, 7 de julho, em Cuiabá.
Larissa voltou a ser presa após descumprir medidas cautelares impostas anteriormente pela Justiça, principalmente as relacionadas ao uso de tornozeleira eletrônica.
O mandado de prisão preventiva foi cumprido por policiais da Delegacia Especializada do Meio Ambiente (DEMA) na tarde de segunda-feira, 6 de julho, em Cuiabá. A ordem foi expedida pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias da Capital.
De acordo com a decisão, a investigada descumpriu de forma reiterada as medidas que haviam substituído a prisão preventiva. Segundo os autos, ela teria rompido ou desativado o equipamento de monitoramento eletrônico em mais de uma oportunidade.
A Justiça apontou ainda que Larissa recebeu chances para regularizar a situação, justificar as violações registradas e permanecer em liberdade mediante medidas alternativas. No entanto, após novas ocorrências envolvendo a tornozeleira, foi decretada nova prisão preventiva.
A defesa pediu a liberdade da investigada e alegou que ela estaria sofrendo ataques em redes sociais, além de enfrentar abalo psicológico. Ao analisar o caso, o magistrado responsável pela audiência de custódia decidiu manter a prisão.
Larissa foi encaminhada ao Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, onde permanece à disposição da Justiça.
A estudante havia conseguido a revogação da prisão preventiva em 25 de julho de 2025, pouco mais de um mês após ter sido presa durante as investigações conduzidas pela DEMA. Na ocasião, a Justiça determinou o cumprimento de medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica, atualização de endereço, comparecimento quinzenal em juízo e recolhimento domiciliar no período noturno, fins de semana e feriados.
As investigações reuniram depoimentos de 11 testemunhas, relatórios investigativos, imagens e laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Segundo a Polícia Civil, os elementos embasaram o indiciamento de Larissa pelo crime de maus-tratos qualificados contra animais domésticos com resultado morte.
O caso segue em tramitação na Justiça.





