Produtores rurais de Mato Grosso devem enfrentar um cenário de atenção na safra 2026/2027 após a divulgação dos novos preços mínimos da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM).
A atualização foi oficializada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária por meio da Portaria nº 934, que estabelece os valores aprovados pelo Conselho Monetário Nacional para culturas de verão e produtos regionais das próximas safras.
Apesar de alguns produtos importantes terem recebido reajustes, o milho, uma das principais culturas do agronegócio mato-grossense, ficou sem correção. O preço mínimo foi mantido em R$ 38,28 por saca de 60 quilos para as regiões Centro-Oeste e Norte, com exceção de Tocantins e Pará.
A manutenção do valor preocupa produtores, já que o milho tem grande peso na economia rural de Mato Grosso e é uma das culturas mais cultivadas no Estado.
O sorgo também ficou sem reajuste. O preço mínimo do produto permanece em R$ 28,71 por saca. Já o leite, outro item estratégico para o setor agropecuário mato-grossense, teve o valor mantido em R$ 1,38 por litro no Estado.
Por outro lado, o algodão teve reajuste nos preços mínimos. O algodão em caroço para a região Centro-Oeste passou de R$ 45,83 para R$ 47,65 por 15 quilos, alta de 3,82%. Já o algodão em pluma subiu de R$ 114,58 para R$ 119,13 na mesma unidade de comercialização.
O feijão também registrou valorização. O feijão cores passou de R$ 181,23 para R$ 186,84 por saca de 60 quilos, aumento de 3,10%. O feijão preto teve reajuste maior, saindo de R$ 152,91 para R$ 167,67 por saca, alta de 9,66%.
Os preços mínimos servem como referência para as políticas de apoio à comercialização adotadas pelo governo federal. Quando os valores de mercado ficam abaixo dos patamares estabelecidos, os produtores podem acessar mecanismos de sustentação previstos na PGPM.
A nova tabela já está em vigor e será usada como base para as operações de garantia de preços nas próximas safras.





