A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta segunda-feira (8), a Operação Gemini, em Cuiabá, tendo entre os alvos o deputado estadual Faissal Calil, o desembargador afastado Dirceu dos Santos, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, e um advogado.
A ação é um desdobramento da Operação Sisamnes, que investiga suspeitas de corrupção, tráfico de influência e negociação de decisões judiciais em tribunais brasileiros. A nova fase foi autorizada pelo ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo a Polícia Federal, a operação busca aprofundar as apurações sobre um suposto esquema de comercialização de decisões judiciais e ocultação de recursos de origem ilícita envolvendo pessoas ligadas ao sistema de Justiça de Mato Grosso.
Durante a ação, os policiais cumprem mandados de busca e apreensão domiciliar, busca pessoal e medidas cautelares que determinam a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.
Conforme a PF, os alvos poderão responder, de acordo com o grau de participação de cada um, pelos crimes de corrupção passiva, advocacia administrativa e lavagem de dinheiro.
O desembargador Dirceu dos Santos está afastado do cargo desde março deste ano por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ele é investigado por suposto envolvimento em um esquema de venda de decisões judiciais e obtenção de vantagens indevidas.
As apurações também apontam suspeitas relacionadas ao patrimônio do magistrado, estimado em mais de R$ 16 milhões, valor considerado incompatível com os rendimentos obtidos ao longo da carreira, segundo a investigação.
A Polícia Federal informou que as investigações continuam em andamento e que novas medidas cautelares poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações.






