A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal mais prazo para concluir dois inquéritos que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As investigações apuram suspeitas de tráfico de influência e corrupção em possíveis negociações envolvendo órgãos do governo federal.
O pedido de prorrogação foi apresentado sob sigilo em 2 de outubro, quando terminou o prazo inicial de 60 dias concedido para as diligências.
A PF sustenta que ainda existem medidas consideradas importantes para esclarecer os fatos.
PF quer saber quem pagou viagens de Lulinha
Uma das principais linhas de investigação envolve as viagens realizadas por Lulinha.
A Polícia Federal solicitou relatórios com todos os deslocamentos nacionais e internacionais feitos pelo empresário desde 2023.
Os investigadores querem identificar a origem dos pagamentos das passagens aéreas e de outras despesas relacionadas às viagens.
Também será feito o cruzamento dessas informações para verificar em quais ocasiões Lulinha viajou acompanhado da lobista Roberta Luchsinger ou de outros investigados.
Movimentações bancárias também serão analisadas
A PF pretende aprofundar ainda a análise de movimentações financeiras e vínculos empresariais.
Os investigadores também querem verificar reuniões e contatos mantidos pelos envolvidos em ministérios, estatais e outros órgãos da administração federal.
O objetivo é esclarecer se houve atuação para beneficiar empresas privadas em troca de vantagens.
Até o momento, essas hipóteses permanecem sob investigação.
Um dos inquéritos envolve Ministério da Saúde
Uma das apurações trata de suspeitas relacionadas a negociações para comercialização de cannabis medicinal.
Segundo a investigação, Lulinha teria sido citado em possíveis tratativas envolvendo interesses privados junto ao Ministério da Saúde.
A PF apura se houve uso de influência para tentar interferir em decisões administrativas.
Segundo inquérito apura contratos com governo
Outra investigação analisa possíveis negociações em favor de empresas ligadas ao empresário Cléber Ribas.
Essas empresas teriam mantido contratos com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
A Polícia Federal busca esclarecer se houve intermediação irregular ou eventual vantagem indevida.
Viagens já haviam chamado atenção da PF
A origem dos recursos usados em viagens é um dos pontos considerados relevantes pelos investigadores.
Em apurações anteriores, a PF identificou pagamentos feitos pela lobista Roberta Luchsinger a uma agência que havia emitido passagens para ela e Lulinha.
Também foram analisadas viagens internacionais feitas pelo filho do presidente e por integrantes de seu círculo pessoal.
A investigação busca definir a origem dos valores e verificar se existe relação entre os gastos e negócios que estavam sendo discutidos com órgãos públicos.
Defesa nega irregularidades
A defesa de Lulinha afirma que não existem provas que demonstrem a prática de crime.
Os advogados sustentam que as investigações são genéricas e classificam as novas diligências como “pesca probatória”.
A defesa também pede que os inquéritos sejam arquivados.
A solicitação da Polícia Federal por mais prazo ainda precisa ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal.
Lulinha não foi condenado nesses inquéritos e as suspeitas deverão ser esclarecidas ao longo da investigação.






