A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (28) a Operação Arcanjo, destinada a desarticular um grupo investigado por adquirir e comercializar ouro de origem ilícita com atuação entre Mato Grosso e São Paulo.
Segundo a Polícia Federal, as operações investigadas movimentaram mais de R$ 5,2 milhões e envolveram a negociação de aproximadamente 17,3 quilos de ouro.
A ação cumpre 22 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva em três Estados.
Em Mato Grosso, as ordens são cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé e Pontes e Lacerda. A operação também possui alvos em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e São José do Rio Preto, em São Paulo.
Ouro sairia de Poconé e seguia para São Paulo
De acordo com as investigações, o esquema teria início na região de Poconé, tradicional área de atividade garimpeira em Mato Grosso.
O minério seguiria posteriormente para São José do Rio Preto, onde seria recebido e mantido em um estabelecimento utilizado para custódia e comercialização.
A Polícia Federal afirma ter identificado uma estrutura composta por fornecedores, operadores financeiros, intermediários, transportadores e compradores do ouro.
Além da circulação física do minério, os investigadores apuram mecanismos utilizados para ocultar e dissimular os valores envolvidos nas transações.
PF investiga origem ilícita do minério
Segundo a PF, os suspeitos atuavam na aquisição, circulação, comercialização e ocultação de recursos provenientes do ouro investigado.
As movimentações financeiras analisadas pela polícia indicaram mais de R$ 5,2 milhões relacionados às operações sob investigação.
A quantidade de minério negociada pelo grupo foi estimada em cerca de 17,3 quilos.
As diligências desta sexta-feira buscam apreender documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros elementos que possam esclarecer a origem do ouro, os responsáveis pela cadeia de comercialização e o destino dos recursos movimentados.
Investigados podem responder por três crimes
Os fatos apurados podem configurar, em tese, os crimes de usurpação de matéria-prima pertencente à União, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A Operação Arcanjo é conduzida pela Polícia Federal em Mato Grosso e as investigações continuam para identificar a participação individual dos envolvidos e eventual existência de outros integrantes no esquema.







