A disputa pela presidência do Senado em 2027 começa a ganhar forma com o PL decidido a lançar o senador Rogério Marinho (PL-RN) contra a tentativa de reeleição de Davi Alcolumbre (União-AP).
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, já afirmou publicamente que o partido não pretende apoiar Alcolumbre e que Rogério Marinho será o nome da legenda para o comando da Casa.
A posição também encontra respaldo entre senadores da oposição, que resistem a eventuais acordos políticos envolvendo anistia ou indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
PL terá maior bancada
O PL chegará à próxima legislatura com a maior bancada do Senado.
O partido terá aproximadamente 29 senadores, segundo os levantamentos mais recentes.
Apesar disso, o número ainda está abaixo dos 41 votos necessários para eleger o presidente da Casa.
Por isso, Rogério Marinho dependerá de apoio de outras siglas para viabilizar sua candidatura.
Alcolumbre busca votos da direita
Davi Alcolumbre também trabalha para permanecer no comando do Senado.
Segundo reportagens publicadas nos últimos dias, o presidente da Casa tem discutido com aliados a possibilidade de construir uma agenda de “pacificação” política.
Entre os temas mencionados por interlocutores estão eventual indulto ou anistia relacionados a Jair Bolsonaro e aos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Essas articulações, entretanto, não resultaram até agora em um acordo formal.
Oposição rejeita troca por apoio
Senadores alinhados à direita afirmam que não pretendem apoiar Alcolumbre apenas em troca de medidas relacionadas a Bolsonaro.
Parte desse grupo defende como prioridades a redução de penas de condenados, além de maior espaço para pautas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal.
A senadora Damares Alves, por exemplo, já afirmou publicamente que não concorda com uma eventual troca de apoio político por anistia ou indulto.
Rogério Marinho ganha espaço
Rogério Marinho é líder da oposição no Senado e coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro.
Seu nome já vinha sendo considerado pelo PL antes mesmo do segundo turno.
Após a eleição, a legenda manteve a estratégia de tentar assumir o comando do Senado.
Além de Marinho, a senadora Tereza Cristina (PP-MS) também chegou a ser citada como possível candidata.
Voto será secreto
A eleição para a presidência do Senado será realizada em fevereiro de 2027.
A votação é secreta.
Por isso, declarações públicas de apoio não garantem automaticamente o comportamento dos senadores no dia da eleição.
Alcolumbre conta com apoio de setores do centro e da esquerda, enquanto Rogério Marinho tenta consolidar os votos da oposição e ampliar alianças entre partidos de centro-direita.
Disputa ainda está aberta
Neste momento, não existe acordo definitivo em torno de Alcolumbre nem garantia de vitória para Rogério Marinho.
As próximas semanas deverão ser marcadas por negociações envolvendo partidos, distribuição de espaços no Senado e composição das principais comissões.
A definição ocorrerá apenas na eleição interna da Casa, em fevereiro.





