Investigador acusado de matar policial militar volta a usar tornozeleira eletrônica em MT

Tornozeleira eletrônica rompida foi entregue por morador e está sob custódia no CISC de Tangará da Serra. Imagem: Renan Nobre

A Justiça de Mato Grosso determinou que o investigador da Polícia Civil de Mato Grosso, Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves, volte a utilizar tornozeleira eletrônica no processo em que é acusado de matar o policial militar Thiago de Souza Ruiz. A decisão foi proferida no âmbito da ação penal que tramita no Tribunal do Júri.

O acusado responde pelo homicídio ocorrido em julho de 2023, em uma conveniência localizada em Cuiabá. À época dos fatos, Mário Wilson exercia a função de investigador da Polícia Civil e teve a prisão preventiva convertida em medidas cautelares diversas, incluindo o uso de monitoramento eletrônico.

Posteriormente, o réu havia obtido autorização judicial para retirar a tornozeleira, permanecendo submetido a outras restrições impostas pela Justiça. No entanto, após novo pedido do Ministério Público, o Judiciário entendeu que houve descumprimento de condições estabelecidas anteriormente, o que justificou a retomada do monitoramento eletrônico.

Na decisão, o magistrado destacou que o uso da tornozeleira é necessário para assegurar a aplicação da lei penal, garantir o acompanhamento das medidas cautelares e preservar a ordem pública, considerando a gravidade do crime imputado ao acusado e a condição funcional que ele ocupava à época dos fatos.

Além da tornozeleira eletrônica, o investigador permanece obrigado a cumprir outras determinações judiciais, como recolhimento domiciliar noturno, proibição de frequentar determinados locais e restrições de contato relacionadas ao processo. O descumprimento de qualquer dessas medidas pode resultar na decretação de prisão preventiva.

O homicídio que originou a ação penal ocorreu após um desentendimento em uma conveniência da capital. O policial militar Thiago de Souza Ruiz foi atingido por disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos. O caso teve grande repercussão em razão de envolver agentes da segurança pública.

A defesa do acusado sustenta que ele responde ao processo em liberdade por preencher os requisitos legais e que não há fundamentos para medidas mais gravosas. Já o Ministério Público defende a manutenção do monitoramento eletrônico como forma de garantir o regular andamento do processo até o julgamento pelo Tribunal do Júri.

O caso segue em tramitação, aguardando os próximos atos processuais, incluindo a definição de data para julgamento.

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