A Polícia Civil de Mato Grosso confirmou que Francivaldo Moreira Pontes, conhecido como “Velho Ban”, apontado nas investigações como um dos principais financiadores e articuladores do ataque à empresa de transporte de valores Brinks, em Confresa, morreu após reagir a uma abordagem policial em uma ilha isolada no Estado do Pará.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira (9), durante coletiva da Operação Pentágono, em sua terceira fase. Segundo a investigação, o suspeito também teria participação direta na execução do ataque ocorrido em 2023 no município mato-grossense.
De acordo com o delegado Gustavo Belão, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Francivaldo era considerado um criminoso de alta periculosidade, com histórico de envolvimento em roubos a banco e ataques a carros-fortes desde 2007. As apurações indicam que ele integrava um grupo especializado em ações criminosas de grande repercussão, incluindo crimes na modalidade conhecida como domínio de cidades.
Para localizar o investigado, as forças de segurança montaram uma operação considerada complexa, com atuação da Polícia Civil de Mato Grosso, apoio da Polícia Civil do Pará e participação da Polícia Militar de Goiás. O suspeito estava escondido em uma região remota, distante de centros urbanos, o que exigiu deslocamento por áreas de mata, uso de embarcações e monitoramento prévio.
Ainda conforme a polícia, Francivaldo conseguiu escapar do cerco montado logo após o ataque em Confresa e permaneceu foragido por meses. Durante esse período, a investigação reuniu elementos que ajudaram a traçar a rota de fuga e o possível apoio logístico recebido pelo suspeito.
A Operação Pentágono continua em andamento e tem como objetivo identificar e prender outros envolvidos no ataque à transportadora de valores em Confresa.






