A Polícia Civil de Mato Grosso afirmou que os investigados pela morte de Jefferson Antunes Barbosa, de 32 anos, continuaram praticando crimes mesmo sob monitoramento por tornozeleira eletrônica. A informação foi apresentada durante coletiva da Operação Rastro Oculto, que apura a execução registrada em 2025, em Várzea Grande.
De acordo com o delegado Caio Albuquerque, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o caso acende alerta sobre a fragilidade do monitoramento eletrônico e reforça a necessidade de atuação integrada das forças de segurança. A polícia afirma ter conseguido mapear a dinâmica de atuação do grupo investigado.
Durante a coletiva, a delegada Jéssica Assis informou que o crime apresenta características típicas de organização criminosa, com planejamento antecipado, divisão de tarefas e estratégia de dispersão após a ação. Segundo ela, os investigados teriam se reunido antes e depois do homicídio, em uma articulação descrita pela polícia como semelhante a um “tribunal do crime”.
As apurações indicam que nem todos os suspeitos participaram diretamente da execução, mas teriam contribuído no apoio logístico, no monitoramento da vítima e na fuga. A Polícia Civil também informou que o suspeito apontado como executor voltou a cometer homicídio após o caso investigado e hoje está preso.
Jefferson Antunes Barbosa foi morto em 15 de junho de 2025, no bairro Gilson de Barros, em Várzea Grande. As investigações continuam para esclarecer a motivação do crime e individualizar a conduta de cada um dos envolvidos.






