A Defesa Civil de Mato Grosso emitiu orientações aos municípios para enfrentar os impactos de uma possível seca mais intensa no segundo semestre de 2026.
Em Tangará da Serra, a preocupação é com a combinação de estiagem severa, temperaturas elevadas, baixa umidade do ar e aumento do risco de incêndios florestais.
De acordo com as previsões meteorológicas citadas pela Defesa Civil, o fenômeno El Niño deve provocar redução das chuvas em Mato Grosso entre os meses de junho e agosto. O cenário também pode favorecer a ocorrência de ondas de calor no Estado.
As áreas de Cerrado e Pantanal estão entre as regiões que exigem maior atenção, já que o período seco costuma ampliar o risco de queimadas e incêndios florestais.
Como medida preventiva, a Defesa Civil iniciou uma série de ações, incluindo reuniões técnicas, monitoramento das condições climáticas e capacitação dos coordenadores municipais.
O objetivo é preparar as cidades para agir com mais rapidez diante dos efeitos da estiagem, reduzindo danos à população, ao meio ambiente e aos setores produtivos.
Segundo o secretário adjunto de Proteção e Defesa Civil do Estado, coronel BM Marcelo Reveles, o planejamento antecipado é essencial para minimizar os impactos provocados pela seca.
Além dos danos ambientais, a estiagem pode afetar diretamente a agricultura, o abastecimento de água e a saúde da população.
A baixa umidade do ar e a fumaça provocada por incêndios também podem aumentar os casos de doenças respiratórias, principalmente entre crianças, idosos e pessoas com problemas de saúde preexistentes.
Diante do cenário, a Defesa Civil orienta os municípios a revisarem seus planos de contingência, avaliarem a capacidade de abastecimento hídrico e intensificarem campanhas de conscientização sobre os riscos do uso do fogo.
Também é recomendada a ampliação da atenção básica de saúde e a preparação das unidades hospitalares para possível aumento na demanda por atendimentos relacionados aos efeitos da seca.






