Operação mira facção suspeita de usar bingos para lavar dinheiro em Mato Grosso

Foto: PJC

A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta sexta-feira, 10 de julho, a Operação Adsumus para desarticular um grupo suspeito de usar casas de bingo e jogos de azar para ocultar dinheiro de origem criminosa.

Ao todo, foram cumpridas 17 ordens judiciais em Rondonópolis, Cuiabá, Várzea Grande e Tangará da Serra. Entre as medidas estão 11 mandados de busca e apreensão, três prisões preventivas, bloqueio de contas bancárias, quebra de sigilo bancário e suspensão das atividades de um estabelecimento comercial.

Segundo a investigação, o estabelecimento, localizado em Rondonópolis, promovia eventos e shows, mas também funcionava como ponto permanente para a realização de bingos considerados ilegais.

A Polícia Civil suspeita que o local era utilizado pela organização criminosa para movimentar e disfarçar valores obtidos por meio de atividades ilícitas.

Com a decisão judicial, além da suspensão das atividades da empresa, foi determinada a lacração do estabelecimento e a apreensão de máquinas de bingo, equipamentos de jogos e outros materiais usados na exploração das atividades.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, associação para o tráfico, fraude processual, falsidade ideológica, extorsão, ingresso ou facilitação de aparelhos celulares em unidades prisionais e posse irregular de arma de fogo.

A investigação teve início após um roubo seguido de incêndio registrado no dia 18 de fevereiro, em uma padaria no bairro São Sebastião, em Rondonópolis. Na ocasião, dois homens armados invadiram o estabelecimento, anunciaram o assalto e incendiaram o imóvel antes de fugir.

Durante a apuração, os suspeitos foram identificados e tiveram as prisões preventivas decretadas. Em maio, eles foram abordados pela Polícia Rodoviária Federal enquanto viajavam em um ônibus interestadual de Cuiabá para o Rio de Janeiro, utilizando documentos falsos.

Os celulares apreendidos com a dupla foram encaminhados para análise. Conforme a Polícia Civil, o conteúdo dos aparelhos revelou indícios da existência de uma estrutura organizada da facção, com atuação em diferentes municípios de Mato Grosso.

A partir das informações extraídas dos dispositivos, os investigadores identificaram possíveis conexões do grupo com crimes como tráfico de drogas, extorsão, exploração de jogos ilegais, fraude processual e falsidade ideológica.

As investigações continuam para identificar outros envolvidos e concluir o inquérito policial.

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