O ex-governador de Mato Grosso e pré-candidato ao Senado pelo PSB, Pedro Taques, afirmou que defenderia a pena de morte para políticos corruptos caso o Brasil tivesse uma nova Assembleia Constituinte.
A declaração foi feita durante entrevista concedida na segunda-feira, 20 de julho, ao programa apresentado pelo jornalista Geraldo Araújo.
Taques comentava uma proposta atribuída ao ex-governador Mauro Mendes e à deputada estadual Janaína Riva, que defenderiam penas mais severas, incluindo a pena de morte para integrantes de facções criminosas.
Ao tratar do tema, o ex-governador destacou que a atual Constituição Federal não permite a aplicação da pena de morte no Brasil, salvo em situação excepcional prevista no próprio texto constitucional.
Segundo ele, uma discussão mais ampla sobre o assunto só poderia ocorrer em uma eventual elaboração de uma nova Constituição.
Taques afirmou que, se esse debate fosse aberto, a medida não poderia ser direcionada apenas a criminosos pobres. Para o pré-candidato, qualquer proposta de punição extrema também deveria alcançar pessoas poderosas envolvidas em corrupção.
Durante a entrevista, ele defendeu que políticos envolvidos em desvio de dinheiro público também fossem incluídos em eventual discussão sobre punições severas.
O ex-governador também mencionou crimes ligados ao contrabando de mercúrio, associando o tema aos impactos ambientais provocados pela atividade ilegal.
Na avaliação de Taques, há um tratamento desigual no debate sobre criminalidade, com foco maior em criminosos comuns e menor cobrança sobre pessoas influentes envolvidas em crimes contra o patrimônio público.
Além da declaração sobre pena de morte, o pré-candidato ao Senado fez críticas à política de segurança pública em Mato Grosso.
Ele afirmou que o Estado enfrenta avanço de facções criminosas e defendeu aumento do efetivo policial nas ruas.
Taques também criticou os resultados apresentados pelo Governo do Estado na educação, questionou promessas relacionadas à construção de hospitais regionais e voltou a apontar problemas na condução do projeto de mobilidade urbana da Grande Cuiabá.
As declarações reforçam o tom crítico adotado pelo ex-governador contra a atual gestão estadual e devem marcar o debate político em Mato Grosso durante o período pré-eleitoral.






