Marcos Benedito da Silva, de 47 anos, foi morto a tiros na manhã desta quinta-feira (17), nas proximidades da Câmara Municipal de Santo Antônio de Leverger, momentos antes de participar de uma sessão do Tribunal do Júri.
Ele seria julgado por um homicídio ocorrido em 2020, em Barão de Melgaço.
A vítima havia chegado ao local acompanhada de familiares e testemunhas de defesa para participar do julgamento marcado para aquela manhã.
Crime ocorreu próximo à Câmara
Em Santo Antônio de Leverger, as sessões do Tribunal do Júri são realizadas no plenário da Câmara Municipal.
Marcos estava nas proximidades do prédio quando foi surpreendido pelos autores dos disparos.
Informações preliminares indicam que ele foi atingido por três tiros.
Após o ataque, os suspeitos fugiram. A Polícia Militar isolou a área para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).
A autoria e a motivação do crime serão investigadas.
Marcos seria julgado por homicídio de 2020
O processo que seria analisado pelo Tribunal do Júri envolve a morte de Luiz Carlos Brage, ocorrida em maio de 2020, na comunidade de Porto São João, em Barão de Melgaço.
Segundo a denúncia apresentada pela acusação, Marcos e Luiz Carlos eram vizinhos e já teriam registrado desentendimentos relacionados a animais que circulavam entre as propriedades.
A acusação sustenta que, no dia 15 de maio de 2020, ocorreu uma discussão entre os dois e que Marcos teria atacado Luiz Carlos.
Luiz Carlos foi socorrido, mas não resistiu.
Marcos tornou-se réu no processo e respondia à acusação em liberdade. O julgamento desta quinta-feira serviria justamente para que os jurados analisassem o caso e decidissem sobre sua responsabilidade criminal.
Por isso, até o momento da morte, não havia condenação definitiva de Marcos pelo homicídio.
Advogado diz que não havia conhecimento de ameaças
O advogado Elder Almeida, responsável pela defesa, afirmou que Marcos chegou ao local acompanhado de familiares e testemunhas.
Segundo o defensor, ele entrou no plenário para preparar a sessão enquanto o cliente permaneceu do lado de fora.
Pouco depois, foram ouvidos os disparos.
O advogado declarou ainda que não tinha conhecimento de ameaças recentes contra Marcos.
A possibilidade de transferir o julgamento para outra comarca chegou a ser discutida anteriormente, mas teria sido descartada porque, segundo a defesa, não havia indicação concreta de risco.
Possível relação com processo será investigada
Familiares teriam relacionado a execução ao homicídio que seria julgado nesta quinta-feira.
Essa hipótese, entretanto, ainda não foi confirmada oficialmente pelas autoridades responsáveis pela investigação.
A Polícia Civil deverá apurar se o assassinato tem ligação com o processo de 2020, identificar os envolvidos e esclarecer a dinâmica do crime.
Com a morte do réu, a sessão do Tribunal do Júri prevista para esta quinta-feira não foi realizada.






