O Banco Master teria transferido R$ 57,9 milhões para uma empresa recém-criada, com capital social declarado de apenas R$ 40.
Os repasses, realizados entre 2024 e 2025, tiveram como destino a Copenhagen Assessoria e Consultoria S.A., que aparece entre as dez empresas que mais receberam recursos do banco no período, supostamente por serviços prestados.
A Copenhagen foi fundada em novembro de 2024, tem sede em um edifício comercial em São Caetano do Sul, no Estado de São Paulo, e declara atuar na área de consultoria em gestão empresarial.
De acordo com as informações divulgadas, a empresa é controlada pelo Estônia Fundo de Investimento Multiestratégia, administrado pela Trustee DTVM.
A gestora é citada em investigação da Polícia Federal por suspeita de compra e ocultação de bens ligados à organização criminosa atribuída ao empresário Daniel Vorcaro, ex-CEO do Banco Master.
A direção formal da Copenhagen passou a ser exercida pelo contador Rogério Lourenço Novo em setembro de 2025, pouco antes da deflagração da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
Rogério Lourenço Novo também é citado por já ter sido alvo de apuração anterior da Polícia Federal em um caso envolvendo suspeita de emissão de notas fiscais falsas por empresas de fachada.
O caso chama atenção pelo contraste entre o volume de recursos movimentado e a estrutura declarada da empresa beneficiada, criada poucos meses antes de receber repasses milionários.
A investigação deve apurar a finalidade dos pagamentos, a efetiva prestação dos serviços e possíveis vínculos entre as empresas envolvidas e o núcleo investigado no caso Banco Master.






