Três são condenados a mais de 56 anos pela morte de adolescente em Tangará

Foto: Reprodução

Três pessoas foram condenadas pela morte do adolescente João Pedro Lopes de Melo, de 17 anos, em Tangará da Serra. Somadas, as penas aplicadas pela Justiça chegam a 56 anos e nove meses de prisão.

Todos os condenados deverão cumprir inicialmente as penas em regime fechado.

João Pedro desapareceu em julho de 2024. Logo após o registro da ocorrência, a Polícia Civil iniciou as investigações e reuniu informações indicando que o adolescente havia sido assassinado e que o corpo teria sido ocultado em uma região de mata.

Durante as diligências, investigadores da 1ª Delegacia de Polícia de Tangará da Serra localizaram o imóvel onde o adolescente morava antes do desaparecimento e identificaram pessoas que poderiam ter relação com o crime.

Um dos investigados foi localizado e colaborou com as apurações, indicando onde o corpo havia sido deixado. As informações também ajudaram os policiais a reconstituir a dinâmica do crime e identificar os outros envolvidos.

Celulares e veículo foram apreendidos

Durante a investigação, a Polícia Civil apreendeu aparelhos celulares dos suspeitos e o veículo utilizado para transportar o corpo da vítima.

A análise desses materiais, juntamente com outros elementos técnicos e periciais, reforçou o conjunto de provas utilizado pelo Ministério Público para apresentar a denúncia.

Após a instrução do processo, a Justiça reconheceu a responsabilidade criminal dos três acusados.

Um dos réus foi condenado a 16 anos e nove meses de prisão pelos crimes de homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

O segundo acusado recebeu pena de 17 anos e seis meses por homicídio qualificado.

O terceiro réu foi condenado a 22 anos e seis meses de reclusão, a maior pena aplicada no processo.

Corpo foi localizado dentro de sapateira

João Pedro foi morto aos 17 anos. O corpo do adolescente foi encontrado dentro de uma sapateira abandonada às margens da rodovia MT-480, no sentido do distrito de Deciolândia, entre Tangará da Serra e Diamantino.

O trabalho investigativo foi considerado decisivo para o esclarecimento do caso, a identificação dos envolvidos e a produção das provas que resultaram nas condenações.

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